
O governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (3/6), em evento na Secretaria da Fazenda (Sefaz), o Relatório de Pessoal 2025, que consolida dados desde 2011 sobre a evolução dos gastos e a composição do quadro de servidores e colaboradores ativos, inativos e pensionistas do Rio Grande do Sul. O documento, disponível nesta página , integra o conjunto de instrumentos de transparência do Tesouro do Estado para ampliar o acesso à informação – oferecendo à sociedade, aos órgãos de controle e aos gestores públicos um panorama abrangente sobre o tema. Nesta edição, a publicação vem acompanhada de um guia em linguagem simples para contribuir com a compreensão sobre o assunto.
“Trata-se de um esforço das nossas equipes para além do relatório, com o objetivo de tornar os temas fiscais de mais fácil entendimento. Especialmente em relação às questões de pessoal, que são de interesse de todos os servidores, de alto impacto nas finanças e de extrema relevância para a prestação dos serviços públicos e o funcionamento do Estado”, destaca a subsecretária do Tesouro, Juliana Debaquer.
“É uma iniciativa de transparência, buscando a prestação de contas para a sociedade sobre a maior despesa do Estado, que é a de pessoal. Além do guia de linguagem simples, outra novidade deste ano é um apêndice sobre as leis de reestruturação de carreiras”, complementa a auditora-fiscal Sílvia Motta, que coordenou a elaboração do material e apresentou os dados acompanhada do também auditor-fiscal Renan Backer Mendes.
Recomposição e reorganização
No ano passado, a despesa com pessoal e encargos sociais do Estado chegou a R$ 41,2 bilhões, com crescimento nominal de 11,5% em relação a 2024. Esse resultado decorreu, principalmente, da recomposição remuneratória e da reorganização de carreiras no Poder Executivo, cujos efeitos passaram a vigorar ao longo do exercício.
A folha de pagamento da administração direta totalizou R$ 34,7 bilhões, com aumento nominal de 6,6% na comparação com o ano anterior. Eram 360,2 mil vínculos de servidores no ano de 2025, dos quais 92,7% estavam lotados no Executivo e concentravam 70,8% da folha.
Na administração direta, os aposentados e pensionistas corresponderam a 59,4% dos vínculos. Já os ativos eram 40,6%. Entre os ativos do Executivo, a educação detinha 61,1% dos vínculos, e a segurança pública, 27,9%.

Sob a ótica fiscal, a despesa com pessoal do Executivo correspondeu a 44,16% da Receita Corrente Líquida (RCL). Já no âmbito previdenciário, o déficit do plano financeiro ficou em R$ 10,2 bilhões em 2025, com crescimento nominal de 4% em relação ao ano anterior. Em termos reais, o indicador permaneceu abaixo dos níveis históricos corrigidos desde 2011, evidenciando os efeitos das reformas previdenciária e administrativa sobre a contenção do avanço dessa despesa.
De 2011 a 2019, o déficit previdenciário registrou crescimento real acumulado de 58,1% ao longo de oito anos. Em 2020, verificou-se uma queda real de 21%, seguida de nova redução em 2021 na ordem de 17,6%. Nos exercícios subsequentes, entre 2022 e 2025, o déficit manteve trajetória de reduções reais sucessivas.

O Relatório de Pessoal também traça o perfil dos servidores. Na administração direta, o sexo feminino representou 62% dos vínculos ativos, enquanto o sexo masculino, 38%. No cenário até 2025, os quadros com maior predominância do sexo feminino eram apoio escolar (85%), magistério (80%), carreiras da saúde (79%) e Procuradoria-Geral do Estado (59%), que concentravam 82% do total de mulheres. A idade média do grupo de ativos era de 45,7 anos.
Publicado anualmente, o documento tem o objetivo de detalhar a despesa com pessoal do Estado do Rio Grande do Sul, sob os enfoques contábil e específico da folha de pagamento do quadro de servidores ativos, inativos e pensionistas.
Texto: Ascom Tesouro do Estado
Edição: Secom
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