
O programa Sertão Vivo vai destinar R$ 150 milhões para que o Estado do Piauí invista em práticas agrícolas resilientes, financiando sistemas produtivos adaptados ao clima, apoiando a construção de cisternas e implantando tecnologias de reutilização de água doméstica, que reduzem os impactos das secas severas. A iniciativa, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Green Climate Fund, deve beneficiar mais de 37 mil famílias em 90 municípios piauienses e foi anunciada nesta quinta-feira (15).
A execução do programa ficará a cargo da Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) e da Secretaria da Agricultura Familiar (Saf), responsáveis por coordenar as ações junto às comunidades rurais.

Durante o lançamento, o governador Rafael Fonteles destacou a importância dos investimentos, que servem de reforço para a produção local. “Esse investimento serve para fortalecer as cadeias produtivas locais, sobretudo na área semiárida do Piauí. Então é um complemento às operações que nós já temos, focando sobretudo em sistemas produtivos sustentáveis, garantindo acesso à água, à assistência técnica, ao incentivo ao cooperativismo, para garantir mais renda e mais profissionalização do homem e mulher do campo”, afirmou o gestor.
De acordo com a diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, Maria Fernanda Ramos Coelho, o programa se conecta com outras ações do Piauí. “Serão 150 milhões de reais investidos aqui, com atuação em 90 municípios do Estado. E estamos fazendo uma integração muito importante com as políticas públicas que já estão acontecendo no estado, que é o Piauí Produtivo e o Piauí Integrado e Sustentável”, explicou.

Sertão Vivo
Organizado em três grandes vertentes: implantação de sistemas produtivos resilientes, ampliação do acesso à água para produção rural e incentivo à expansão da iniciativa, o Sertão Vivo coloca o Piauí como protagonista na agenda de adaptação às mudanças climáticas. Além do estado, outros quatro (Bahia, Ceará, Paraíba e Sergipe) também participam do programa, que já soma R$ 1 bilhão em investimentos e deve alcançar cerca de 250 mil famílias em todo o Nordeste.
No total, a iniciativa prevê destinar mais de R$ 1,3 bilhão a projetos no semiárido, combinando recursos reembolsáveis (empréstimos) e não reembolsáveis (doações), com estimativa de beneficiar aproximadamente 326 mil famílias, o que corresponde a 1,3 milhão de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Revitalização da Bacia do Rio Parnaíba
Ainda nesta quarta-feira, foi lançado o edital Floresta Viva – Bacia do Rio Parnaíba, que vai destinar R$ 78 milhões para projetos de restauração ecológica e revitalização dos recursos hídricos na região da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, no Piauí. A iniciativa, realizada pelo BNDES em parceria com a Porto Piauí e a Axia Energia, integra o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Novo PAC e terá foco em 23 municípios prioritários para ações ambientais, combinando recursos públicos e privados no modelo de matchfunding, para ampliar o alcance dos investimentos.
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