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Rio Grande do Sul registra a quinta menor taxa de homicídios do país em 2024

O Rio Grande do Sul registrou, em 2024, sua menor taxa de homicídios da série histórica (15,2 a cada 100 mil habitantes) e a quinta menor do Brasil...

28/05/2026 às 09h25
Por: Redação Fonte: Secom RS
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O Rio Grande do Sul registrou, em 2024, sua menor taxa de homicídios da série histórica (15,2 a cada 100 mil habitantes) e a quinta menor do Brasil, segundo o Atlas da Violência, publicado na terça-feira (26/5), que analisa os indicadores de segurança pública no país em 2024. O estudo, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, busca retratar a violência no Brasil principalmente a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS). Em 2014, quando foi publicado o primeiro Atlas, a taxa de homicídios no Rio Grande do Sul era 38,5% maior que em 2024, chegando a 24,7 óbitos a cada 100 mil habitantes.

O secretário da Segurança Pública, Mario Ikeda, afirmou que os dados refletem a maturidade das políticas públicas de longo prazo implementadas nos últimos anos. “O Rio Grande do Sul alcança um resultado histórico, com redução consistente e sustentada da violência letal abaixo da média nacional. Isso demonstra que a estratégia baseada em integração das forças de segurança, inteligência policial e atuação focada está produzindo resultados concretos. Mais do que reduzir indicadores, estamos preservando vidas e consolidando um novo patamar de segurança pública no Estado”, avaliou.

O secretário-executivo do Programa RS Seguro, Antônio Padilha, destacou que os números do Atlas da Violência 2026 demonstram que o Estado consolidou uma política de segurança pública baseada em evidências, integração, planejamento e prevenção. “Estar entre os Estados com as menores taxas de homicídio do país é reflexo do trabalho conjunto das forças de segurança e das instituições do Sistema de Justiça Criminal, além das ações de prevenção social desenvolvidas pelo Programa RS Seguro nos territórios prioritários.”

RS tem a quarta menor taxa de homicídios estimados do país

O Rio Grande do Sul também apresentou a quarta menor taxa de homicídios estimados do país, com 15,9 a cada 100 mil habitantes, atrás de Santa Catarina, Distrito Federal e São Paulo. Essa também foi a menor taxa da série histórica do Estado, 38,4% menor que o índice de 2014 (25,8). Para calcular esse dado, os pesquisadores somam os homicídios registrados aos chamados homicídios ocultos. Esses últimos representam uma reclassificação de parte das mortes violentas com causa indeterminada em que as características das vítimas e o contexto das mortes violentas indicam tratar-se de homicídio.

Ikeda ressaltou que a redução dos homicídios estimados reforça a confiabilidade dos dados. “Quando analisamos também os homicídios ocultos, fica claro que não se trata de efeito estatístico. É uma redução real da violência, construída com planejamento e trabalho permanente das instituições de segurança.”

Entre as capitais, Porto Alegre foi a terceira com maior redução na taxa de homicídios estimados entre 2014 e 2024. O indicador despencou 65,1% no período: de 47 para 16,4 por 100 mil habitantes. Na última variação anual (2023-2024), a cidade obteve a quarta maior redução no país (-28,4%).

Queda nos homicídios de jovens e negros

O Atlas também analisou a violência contra infância e juventude. Em 2024, o Rio Grande do Sul obteve a sexta menor taxa de homicídios por 100 mil jovens entre 15 e 29 anos: 30,7, índice 39,6% menor que em 2014. Ao se considerar apenas os homicídios de homens jovens, o Estado teve a sexta menor taxa do país, com 55,5 a cada 100 mil habitantes, o melhor desempenho na série histórica, cujo pico foi em 2017 com taxa de 123,2 homicídios de homens jovens. Ao voltar as lentes para o número de homicídios de adolescentes (entre 15 e 19 anos), em 2024 foram registrados 51,6% menos crimes que em 2014 (150 frente 310). Quando comparado ao pico da série, em 2017, a diminuição é de 69% (de 497 para 150).

Já em relação ao número de homicídios de negros por 100 mil habitantes, o RS registrou a quarta menor taxa do país em 2024: 16,1, uma redução de 51,2% em relação à taxa de 33,0 em 2014. Em números absolutos, a redução foi de 34,4% no período: 412 em 2024 e 628 em 2014, sendo o pico registrado em 2017, com 833 crimes. No que diz respeito ao risco relativo de homicídio, em 2024, no Brasil, uma pessoa negra teve 2,7 vezes mais chances de ser morta do que uma pessoa não negra. No Rio Grande do Sul, o risco foi de 1,1, o segundo menor do país, atrás apenas de Roraima.

Violência contra mulheres

Sobre a violência contra as mulheres, o Atlas analisa tanto homicídios de mulheres quanto feminicídios. Este tipo leva em consideração o local da morte ao comparar as informações advindas dos órgãos de saúde. Em 2024, foram 201 homicídios no Rio Grande do Sul, o menor número da série histórica, e taxa de 3,5. Destes, 38 foram de mulheres negras, chegando-se a uma taxa de 3,0, a sexta menor do país.

Violência contra idosos

Os dados em relação à violência contra idosos dão conta de uma taxa de 5,6 homicídios por 100 mil idosos no Estado em 2024, quando foram registradas 120 ocorrências do tipo. No comparativo com 2014, houve retração de 22,2% na taxa (de 7,2 para 5,6). Já a taxa de internações de idosos por agressões faz um recorte de gênero. Em 2024, o índice para homens foi de 7,9 por 100 mil habitantes (o terceiro menor do país) e, para mulheres, de 1,0 (o segundo mais baixo do país, atrás apenas de Sergipe).

Uso de armas de fogo

Em 2024, 71,8% dos homicídios registrados tiveram emprego de armas de fogo. A taxa foi de 10,9 crimes por 100 mil habitantes, o que colocou o Rio Grande do Sul no oitavo lugar entre os Estados com menor uso letal de armas. A redução em relação a 2014 (18,8) foi de 42%.

Violência no trânsito

Em relação à violência no trânsito, ocorreram 1.820 óbitos associados a sinistros no transporte terrestre em 2024. Pela primeira vez na série histórica, foram registradas mais mortes no trânsito do que decorrentes de homicídios (1.701 registrados e 1.782 estimados). Em 2014, foram 2.078 mortes no trânsito (enquanto o número de homicídios registrados chegou a 2.724 e o de estimados, a 2.845).

Texto: Ascom SSP
Edição: Secom

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