
As vendas da indústria do Rio Grande do Sul registraram recuperação em março com alta de 7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, acumulando R$ 49,4 bilhões em comercializações no período. É a primeira elevação na comparação mensal desde julho de 2025. Em valores absolutos, o montante também é o maior desde outubro do ano passado. Os dados estão publicados no último Boletim Econômico-Tributário , divulgado mensalmente pelo governo do Estado, por meio da Receita Estadual. O levantamento é elaborado com base nos dados das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) processadas pela Secretaria da Fazenda (Sefaz).
As vendas de março também superaram a previsão para o mês. As estimativas da Sefaz, que consideram, entre outros fatores, a série histórica de comercializações para o período, previam um resultado de aproximadamente R$ 42 bilhões, cifra que foi superada em 14,8%. É o segundo mês consecutivo em que o resultado das vendas suplanta a previsão.
O setor de tabacos assinalou o maior crescimento mensal das vendas em relação a março do ano passado. Com R$ 1,2 bilhão em comercializações, o desempenho foi 36% acima do registrado em 2025. Insumos agropecuários e eletroeletrônicos aparecem na sequência, com alta de 24,6% e 23,7%, respectivamente. Responsável pela maior fatia de vendas da indústria gaúcha, o segmento metalmecânico também teve aumento de vendas, somando R$ 13,9 bilhões em março – salto de 10,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
No recorte regional, o Vale do Caí liderou o crescimento do volume de vendas em março, ao movimentar R$ 1,8 bilhão - alta de 36,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Vale do Rio Pardo também apresentou desempenho positivo, com avanço de 23,5% e total de R$ 2,2 bilhões em transações.
Já as regiões Metropolitana do Delta do Jacuí (que inclui Porto Alegre), Serra e Vale dos Sinos, responsáveis por quase metade do volume de vendas do Estado, registraram crescimentos de 10,6%, 7,8% e 4,2%, respectivamente. Juntas, as três localidades somaram R$ 28,6 bilhões em comercializações no mês.
Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz
Edição: Secom
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