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Epagri apresenta novo cultivar de banana desenvolvida a partir de mutação natural

Foto: Divulgação/EpagriImagine a satisfação em descobrir que uma planta que brotou espontaneamente em sua propriedade pode ajudar a fortalecer uma ...

27/03/2026 às 14h57
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
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Foto: Divulgação/Epagri

Imagine a satisfação em descobrir que uma planta que brotou espontaneamente em sua propriedade pode ajudar a fortalecer uma das principais cadeias produtivas do Estado e ainda melhorar a renda de outros produtores. Pois foi esta a sensação dos bananicultores de Luiz Alves, Ricardo e Rafael Rech, que vieram prestigiar o lançamento do cultivar SCS455 Clarinha, durante a 2ª FrutiEEI, na Epagri, em Itajaí, na quinta, dia 26. “A gente fica muito feliz que aquela planta que a gente cuidava com carinho possa ser um produto de muito valor. É gratificante”, disse Rafael.

Rafael conta que era criança quando ajudava o pai Evaldo na roça e viu ele investir no plantio daquela banana, que tinha como principal característica a casca mais clara até o ponto de colheita, a partir de 1989. A planta teve origem em uma mutação espontânea e podia ser muito útil na baixa temporada, quando a fruta demora a amadurecer. “Ele acreditou que valia a pena cultivar aquela banana porque no inverno é difícil vender a fruta mais escura, o consumidor sempre procura mais clara”, explica Ricardo. A nova variedade da Epagri é do subgrupo Cavendish (caturra ou nanica). 

Foto: Reprodução/Secom SC
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Mas para que a nova variedade fosse avaliada pelos pesquisadores da EEI, entraram em cena os técnicos da  Associação dos Produtores de Banana  (Abla), que perceberam o potencial da planta e compartilharam a informação com os extensionistas da Epagri. Depois da primeira visita dos pesquisadores à propriedade em 2017 e vários ciclos em plantios experimentais, nasceu o novo cultivar, que não se chama mais ‘amarelinha’, como os produtores a apelidaram, mas Clarinha, como a filha de Rafael, hoje com 16 anos. 

  SCS455 Clarinha  foi apresentado pelo engenheiro-agrônomo e pesquisador Ramon Scherer durante a cerimônia com autoridades e também em um dos estandes do evento, no campo experimental. Lá, mais de 300 produtores rurais e técnicos agrícolas puderam ver de perto a fruta no pé e ficaram impressionados pelo fato da fruta se manter clara sem prejuízo ou diminuição do tempo de armazenagem e prateleira.

Novo boletim técnico com receitas à base de pitaia

Além do lançamento da sexta variedade de banana da Epagri, os participantes do evento começaram o dia cedinho, conhecendo outros experimentos para aperfeiçoar a produção no Estado, como o projeto de irrigação em bananais do pesquisador Ricardo Negreiros e os estudos para combater a doença da Sigatoka, pelo fitopatologista André Boldrin Beltrame.

E não só pesquisas relacionadas à bananicultura. Na primeira estação, a especialista em citros, Luana Castilho Maro, demonstrou aos visitantes as tecnologias e avanços na produção de mudas em Santa Catarina. E no estande relacionado às pesquisas com pitaia, o pesquisador Alessandro Borini Lone e o entomologista Marcelo Mendes de Haro, apresentaram como fazer o controle sustentável orgânico no cultivo da fruta. 

Na cerimônia com autoridades, Alessandro Borini Lone também divulgou o novo boletim técnico com receitas de pitaia, desenvolvidos junto à extensão para popularizar o consumo da fruta e fazer um melhor aproveitamento em época de supersafra. O trabalho foi feito em parceria com os profissionais da extensão Natália Lúcia Knakiewicz Kominkiewicz, Geisebel Cristine Patrício e Márcio Nunes Palhano. O livro de receitas está disponível  aqui  para acesso livre.

Foto: Reprodução/Secom SC
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Outras atrações tecnológicas da 2ª FrutiEEI ficaram a cargo dos pesquisadores do Projeto Hortaliças de produção orgânica. O fitopatologista Alexandre Visconti apresentou a  Unidade Portátil de Produção de Biofertilizante Aeróbico , vencedora na categoria pesquisadores do 1º Concurso Nacional de Inventos, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em parceria com a Embrapa. E o entomologista Wilson Reis apresentou os experimentos com a mosca soldado negra como alternativa para o controle biológico do  Maruim  e produção sustentável de biofertilizante.

Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407 / 99161-6596

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