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Governo de SP apresenta estudo da USP que comprova viabilidade da captação de água no Rio Pequeno

Trabalho simulou cenários com e sem a nova captação; resultado confirma viabilidade técnica e ambiental, descartando riscos de desabastecimento

24/02/2026 às 17h47
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Interligação com o Alto Tietê vai oferecer mais água ao Sistema Integrado Metropolitano
Interligação com o Alto Tietê vai oferecer mais água ao Sistema Integrado Metropolitano

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) apresentou nesta terça-feira (24) ao Consórcio Intermunicipal Grande ABC os resultados de um estudo que comprova a viabilidade e a segurança hídrica da nova captação de água no Rio Pequeno, braço da Represa Billings. A obra, que prevê a transferência de 4 mil litros por segundo (4 m³/s) para o Sistema Produtor Alto Tietê por meio de uma adutora de 38 quilômetros, vai reforçar o abastecimento de toda a Grande São Paulo ao oferecer mais água para o Sistema Integrado Metropolitano, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas. O investimento é de R$ 1,4 bilhão.

A análise da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), da Universidade de São Paulo, utilizou séries históricas de vazões de 1930 a 2024 – quase 95 anos de dados – e simulou o comportamento do Rio Pequeno e da Billings em diferentes cenários, incluindo as piores secas já registradas no estado. Os resultados consolidados são conclusivos: a nova captação apresenta 100% de garantia hidrológica, o que significa que, mesmo nos períodos mais críticos de estiagem, a água estará disponível para abastecimento humano. As demandas prioritárias – como o abastecimento das cidades do ABC por meio das Estações de Tratamento de Água (ETAs) Rio Grande, Santo André e Ribeirão da Estiva, e a transposição Taquacetuba, que leva água para o Sistema Guarapiranga – mantêm-se com garantia superior a 98%.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, destacou que todos os passos estão sendo dados com muito planejamento, transparência e responsabilidade. “Essa é uma obra estruturante para a ampliação da resiliência hídrica do estado de São Paulo e todo o processo está sendo feito com muito diálogo regional, com estudos e análises técnicas para que tenhamos o menor impacto possível com garantia de abastecimento para todos, mesmo em períodos de menos oferta de água”, disse.

GFI-Billings – Na oportunidade, o Consórcio Intermunicipal Grande ABC também passou a integrar oficialmente o Grupo de Fiscalização Integrada da Billings (GFI-Billings), fortalecendo a governança regional sobre um dos principais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo. O secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo Silva, ressaltou que a integração ao GFI-Billings consolida uma agenda estratégica para o território. “Segurança hídrica é uma grande preocupação de todos, principalmente em um cenário de mudança climática. Vamos continuar trabalhando juntos ao discutir os recursos hídricos junto ao Governo do Estado”, pontuou.

Por fim, o prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani, destacou a importância da visão de longo prazo. “Precisamos olhar a longo prazo, com as cidades trabalhando junto com o Estado. É uma parceria que estamos construindo para consolidar rotas ambientais mais sólidas para a região, olhando para o futuro”, afirmou.

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