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Centro de Referência Tecnológica para produção de leite da Epagri recebe certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose

O certificado proporciona mais segurança para os produtores e consumidores – Fotos: Karin Helena Antunes de Moraes / EpagriO Centro de Referência ...

05/09/2025 às 14h42
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
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O certificado proporciona mais segurança para os produtores e consumidores – Fotos: Karin Helena Antunes de Moraes / Epagri

O Centro de Referência Tecnológica (CRT) para a produção de leite, localizado na Estação Experimental da Epagri em Campos Novos, recebeu o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose. Este é um passo importante para garantir a sanidade do rebanho e também dos profissionais e visitantes da unidade de pesquisa, uma vez que estas doenças também podem afetar os seres humanos.

O médico-veterinário Saulo da Boit Goularte, que atua na Estação Experimental em Campos Novos, explica que a brucelose é uma doença de caráter reprodutivo, que pode induzir as vacas ao aborto e colocar em risco a continuidade do rebanho. “Em seres humanos seus principais sintomas se manifestam em dores pelo corpo, febre e, em alguns casos, também pode evoluir para problemas reprodutivos. Já a tuberculose é uma doença crônica, que pode causar dificuldades respiratórias, mas, sobretudo, comprometer o funcionamento do sistema gastrointestinal”, afirma. 

A ingestão de alimentos contaminados e o contato direto com fluidos corporais dos animais, como sangue, urina ou secreções, estão entre as principais formas de transmissão dessas doenças para os seres humanos. Por ser considerado um problema de saúde pública, em 2001 foi instituído o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), que busca diminuir a incidência das doenças em todo o país. O programa estipula ações obrigatórias aos proprietários de bovinos e bubalinos, como a vacinação contra a brucelose de animais entre três e oito meses, além da obrigatoriedade de exames para o trânsito interestadual e para participação de animais em feiras e exposições. 

Segundo o médico-veterinário da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina ( Cidasc ), Anderson Favretto, o Estado é referência nacional no controle da tuberculose e da brucelose. “Santa Catarina possui ‘classificação A’ quanto ao risco das doenças, registrando menos de 2% de casos. Inclusive, é o único Estado com esta classificação para a brucelose, com apenas 0,9%”, destaca. Ele revela que o Brasil possui aproximadamente 5.600 propriedades certificadas, destas, 60% se localizam em Santa Catarina. O veterinário encara estes dados com otimismo porque fortalecem o trabalho realizado pela Cidasc e ampliam o mercado para os produtos catarinenses. Ele acredita que, com a continuidade das ações de controle, Santa Catarina poderá conquistar o status de área livre de brucelose e tuberculose.

O CRT  Leite  foi inaugurado em 2018 com o objetivo de capacitar profissionais, extensionistas, produtores e estudantes no sistema de produção à base de pasto. Saulo da Boit Goularte explica que o pedido de certificação foi feito por ele e pelo também veterinário da Epagri, Jaime Prestes, ainda em 2024, depois que algumas metas sanitárias foram estabelecidas em conjunto com a gerente da Estação Experimental, Fabiana Schmidt.

Santa Catarina é um dos principais produtores de leite do país, por este motivo, o CRT Leite da Epagri possui um papel estratégico para o desenvolvimento de pesquisas, o desenvolvimento de tecnologias e a troca de conhecimentos entre as áreas de pesquisa, extensão e educação. 

Como solicitar a certificação e quais os benefícios para o produtor?

O pedido de certificação de propriedade livre de brucelose tuberculose deve ser solicitado pelo produtor junto à Cidasc, com o auxílio de um médico veterinário habilitado no PNCEBT. Os animais devem passar por dois exames para ambas doenças. “O exame para a tuberculose é realizado em todos os animais acima dos 42 dias de vida, já para a brucelose, são testadas as fêmeas e os machos inteiros, acima dos oito meses. Depois do primeiro exame é necessário aguardar um período entre seis e 12 meses para que o segundo exame seja realizado no rebanho”, explica Anderson. Depois disso, a Cidasc avalia a documentação e, estando em conformidade, emite o certificado de propriedade livre de  brucelose e tuberculose . “Para manter a certificação é necessário que o proprietário realize exames em todo o rebanho anualmente”, reforça o veterinário. 

Foto: Reprodução/Secom SC
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Anderson Favretto salienta que a Cidasc incentiva e orienta os produtores a realizar a certificação de suas propriedades. Segundo ele, esse processo não se limita à promoção da saúde pública, mas também impacta diretamente na comercialização dos produtos, garantindo ao consumidor final um alimento com maior qualidade e segurança. Além disso, a certificação agrega valor ao comércio de animais, uma vez que o status sanitário do rebanho é reconhecido, permitindo a participação em feiras, exposições e outros eventos agropecuários. No mesmo sentido, Saulo observa que vários laticínios já pagam um valor adicional por cada litro de leite produzido por animais certificados.

Para o gerente regional da Cidasc em Campos Novos, Herno Marcio Godel, é uma grande satisfação entregar o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose para o CRT  Leite  da Epagri. “Esta certificação incentiva os produtores a investirem em sanidade animal e reforça o compromisso do Estado de Santa Catarina com a vigilância e com questões de saúde pública”, avalia o gerente. 

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de Comunicação da Epagri
(48) 3665-5407 / 99161-6596

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