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Incontinência urinária afeta qualidade de vida; veja sintomas, controle e tratamento

O diagnóstico precoce abre portas para tratamentos para um problema que é mais frequente com o envelhecimento

26/07/2026 às 11h05
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Com o envelhecimento, surgem o enfraquecimento natural dos músculos do assoalho pélvico e a redução da capacidade de armazenamento da bexiga. Foto: Governo de SP
Com o envelhecimento, surgem o enfraquecimento natural dos músculos do assoalho pélvico e a redução da capacidade de armazenamento da bexiga. Foto: Governo de SP

Ele divide a incontinência urinária em quatro tipos principais: incontinência de esforço (perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou ao praticar alguma atividade física); incontinência de urgência, também conhecida como bexiga hiperativa (vontade súbita e intensa de urinar, mal dando tempo de se chegar ao banheiro); incontinência mista (une os sintomas de esforço e urgência); e incontinência por transbordamento ou funcional (associada ao esvaziamento incompleto da bexiga ou a dificuldades gerais de mobilidade do idoso).

Independentemente da classificação, a disfunção, além do impacto físico, dá origem a consequências emocionais e sociais. Ela pode gerar vergonha, baixa autoestima, ansiedade e depressão. O convívio social é severamente afetado, e o idoso passa a evitar reuniões familiares e atividades fora de casa por medo de sofrer constrangimentos.

Dorea diz ainda que podem ocorrer prejuízos na qualidade do sono por conta da noctúria (despertar constante à noite para urinar) e um aumento real no risco de quedas, infecções urinárias e lesões na pele. No final da história, o que era uma questão biológica acaba se transformando num isolamento social preocupante.

Tratamento e controle

Para o surgimento desse quadro contribuem as mudanças anatômicas geradas pelo avançar da idade, pois, com o envelhecimento, surgem o enfraquecimento natural dos músculos do assoalho pélvico e a redução da capacidade de armazenamento da bexiga. No caso das mulheres, a queda hormonal pós-menopausa pode agravar a situação. Outras questões prejudiciais envolvem a redução da mobilidade física, o uso de determinados medicamentos e a presença de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, problemas neurológicos e problemas de próstata nos homens.

A boa notícia é que a incontinência urinária pode ser controlada. Basta seguir a receita preconizada por Dórea, que inclui o diagnóstico precoce realizado pelo geriatra, urologista ou pelo ginecologista, o qual abre portas para tratamentos eficazes.

“Geralmente começamos pelas abordagens conservadoras e não medicamentosas, que trazem ótimos resultados: os famosos exercícios de Kegel para fortalecer o assoalho pélvico, fisioterapia, treinamento da bexiga, controle na ingestão de líquidos e a redução de substâncias irritantes, como a cafeína e o álcool. Para casos específicos, existem medicamentos direcionados, técnicas cirúrgicas modernas e menos invasivas, além de suportes práticos, como absorventes para proteger a pele. Tratar a incontinência urinária é um ato de respeito com a autonomia, a dignidade e o bem-estar”, diz.

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