
O burnout é um problema moderno, associado à era pós-internet. O quadro ocorre principalmente por esgotamento emocional associado ao ambiente de trabalho. Os mais vulneráveis são os grupos expostos a altas demandas e à necessidade constante de disponibilidade, como profissionais da saúde, tecnologia, jornalismo e atendimento ao público, além de pessoas que atuam em regime remoto ou híbrido.
De acordo com o psiquiatra do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), Michel Haddad, a hiperconectividade compromete o descanso, principal necessidade afetada pelo estresse que leva ao burnout. “Quando permanecemos constantemente conectados, o cérebro não consegue entrar no estado de repouso. Estímulos como e-mails fora do expediente e mensagens em horários de descanso mantêm o sistema de alerta ativado, dificultando a separação entre trabalho e lazer”, explica.
O especialista complementa que a possibilidade de uma demanda importante chegar a qualquer momento ativa o sistema de antecipação do cérebro. “Isso nos mantém em vigilância contínua, um estado mais relacionado ao ‘querer’ verificar. Como o estímulo é imprevisível, a checagem se torna repetitiva, e essa prontidão ininterrupta impede o organismo de ‘desligue’ e entre em recuperação, o que alimenta o esgotamento”, pontua.
Confira a seguir pequenas mudanças sustentáveis que podem ajudar a evitar o estado de esgotamento mental:
Mín. 21° Máx. 33°