
Antes conectado ao metrô de São Paulo apenas pela divisa, o distrito do Campo Belo, na zona sul de São Paulo, tem agora quatro estações em seu território.
São elas: Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Washington Luís e Aeroporto de Congonhas, todas da Linha 17-Ouro, que teve sua última estação inaugurada pelo Governo de São Paulo no dia 30 de junho.
Antes, a estação mais próxima ficava na divisa do distrito: a Campo Belo, da Linha 5-Lilás, que agora também está conectada à Linha 17-Ouro.
Com as novas estações, a parcela de habitantes do Campo Belo que mora a até 1,5 quilômetro de uma estação de Metrô saltou de cerca de 39 mil para quase 71 mil pessoas, de 56% para 99,9% da população do distrito, segundo levantamento da Agência SP com dados do Censo 2022 do IBGE. Com as entregas, quase todo o distrito passa a ter uma estação a essa distância.
O distrito concentra a maioria das oito estações da Linha 17-Ouro. O trajeto com monotrilho faz ligação com o Aeroporto de Congonhas por meio de conexão com a Linha 5-Lilás, via estação Campo Belo.
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As entregas do Campo Belo fazem parte de uma expansão maior da rede em 2026. Nesta semana, o Governo de São Paulo inaugurou a primeira fase da Linha 6-Laranja, que leva estações à Freguesia do Ó, na zona norte.
Diferentemente do Campo Belo, que já tinha Metrô na divisa, a Freguesia do Ó nunca havia tido trilho em seu território: a estação mais próxima ficava a quase 1 quilômetro de seus limites. É a primeira vez que o distrito é ligado à rede.
Ao todo, o Governo de São Paulo entregou 14 estações neste ano.
– Linha 17-Ouro (8 estações): Morumbi, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Washington Luís e Aeroporto de Congonhas.
– Linha 6-Laranja (6 estações): João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.
Além das entregas de 2026, o Governo de São Paulo mantém seis obras simultâneas em quatro linhas de metrô (Linhas 2-Verde, 4-Amarela, 6-Laranja e 15-Prata), que somam cerca de R$ 50 bilhões em investimentos, mais de R$ 25 bilhões deles por parcerias com a iniciativa privada. A Linha 6-Laranja, a maior obra de mobilidade urbana em implantação na América Latina, foi orçada em R$ 19 bilhões, ligará a Brasilândia a São Joaquim e deve transportar mais de 630 mil pessoas por dia.
Na zona leste, avançam a extensão da Linha 2-Verde até Guarulhos e as obras da Linha 15-Prata, o monotrilho da região. A Linha 4-Amarela será estendida até Taboão da Serra, na primeira estação de Metrô fora da capital, e a Linha 5-Lilás teve aprovada a extensão até o Jardim Ângela, na zona sul. As duas últimas têm operação prevista para 2028.
Para medir quantas pessoas moram perto das estações, a Agência SP cruzou dados dos setores censitários do Censo 2022 do IBGE, que registram a população em pequenas áreas da cidade, com a localização das estações de Metrô da Linha 17-Ouro. O raio de 1,5 quilômetro calculado na análise não considera barreiras como avenidas e rios.
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