
A cidade de São Paulo registrou, entre janeiro e maio, 15 latrocínios. Trata-se do menor número para o período analisado desde que a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) passou a sistematizar os dados, em 2001. No mesmo intervalo de 2025, foram 18 casos. Em 2016, 44. A queda acumulada na última década supera 65%.
A trajetória de redução é consistente e de longo prazo: 27 casos nos cinco primeiros meses de 2021, 27 em 2022, 18 em 2023, 23 em 2024. O patamar de 2026 encerra esse ciclo no menor nível já registrado.
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A redução é atribuída ao trabalho integrado das forças de segurança, que reúne investigações, ações de inteligência, monitoramento permanente dos indicadores criminais e operações voltadas à prisão de autores envolvidos em crimes violentos.
“O acumulado é o menor da série histórica e reflete o trabalho estruturado e continuado das Polícias Civil e Militar. Os casos que aconteceram em maio, concentrados na zona oeste, já estão sendo investigados com prioridade. E nossa resposta é imediata, com mais policiamento, mais investigação e mais operações nas áreas com maior incidência”, disse o secretário da Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves.
Em maio, a capital contabilizou cinco latrocínios, três na zona oeste, um na zona sul e um na zona leste. O número é igual ao registrado em maio de 2024 e segue abaixo dos seis casos de 2022, dos sete de 2021 e dos 10 de 2016. A comparação direta com maio de 2025, quando foram registrados dois casos, o piso histórico para o mês, amplifica a variação, mas não altera a trajetória de queda da série.
A concentração de ocorrências na zona oeste em maio levou as forças de segurança a intensificar as ações na região. A Polícia Civil deflagrou, em 12 de maio, operação voltada a quadrilhas especializadas em roubos com uso de motocicletas, modalidade predominante nos casos de latrocínio registrados na capital nos últimos meses. A ação mirou integrantes de grupos identificados como praticantes do “quebra-vidros” e de esquemas de falsos motoboys.
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A resposta das forças de segurança ao indicador vai além do policiamento ostensivo. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que “o fortalecimento das investigações, aliado ao uso de tecnologia e ao apoio pericial, tem ampliado a eficiência na apuração dos casos e assegurado a entrega de justiça às vítimas e a sociedade”.
Um dos exemplos desse trabalho ocorreu em 26 de maio, quando policiais do 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, prenderam um suspeito de 23 anos apontado pelas investigações como um dos ladrões mais violentos em atuação na capital. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por participação em três tentativas de latrocínio, sendo um caso consumado.
O suspeito era investigado desde março de 2025 e possuía quatro mandados de prisão em aberto por crimes cometidos nos bairros Jardim Colina, Ipiranga e Saúde. Conforme as investigações, ele atuava nas zonas sul e leste da cidade, sempre acompanhado de comparsas, utilizando motos e armas de fogo.
“A prisão de um investigado envolvido em crimes violentos representa um avanço importante no enfrentamento aos latrocínios, pois permite interromper a atuação de suspeitos que seguem praticando delitos e contribui para o esclarecimento de outras ocorrências”, afirmou a delegada titular do 16º Distrito Policial, Zuleika Araújo.
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