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Governo de SC inicia operacionalização do Projeto Sementes de Milho e vai atender até 43,5 mil famílias

Foto: Edio MurerO Governo do Estado está investindo R$ 39,8 milhões em sementes de milho de alta tecnologia para a safra 2026. Nesta quarta-feira, ...

03/06/2026 às 18h30
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
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Foto: Edio Murer

O Governo do Estado está investindo R$ 39,8 milhões em sementes de milho de alta tecnologia para a safra 2026. Nesta quarta-feira, 3, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), oficializou, em Palmitos, o início da operacionalização do Projeto Sementes de Milho 2026.

A meta é elevar a produtividade por hectare, fortalecendo as cadeias produtivas de carne e leite através da produção de grãos e silagem. Integrante do Programa Terra Boa,  o projeto disponibilizará 175 mil sacos de sementes de milho de alto valor genético, beneficiando mais de 43,5 mil famílias de agricultores em praticamente todos os municípios catarinenses. No Programa Terra Boa 2026,  o aporte global é de mais  de R$ 137 milhões, sendo R$ 39,8 milhões para o Projeto Sementes de Milho, que em 2025 recebeu o investimento de R$ 37,9 milhões.

“Esse projeto amplia a competitividade da agricultura catarinense. Com genética de qualidade, o produtor tem mais garantias de produção, esse projeto também contribui para diminuir o déficit da produção de milho. É mais uma ação que reafirma o compromisso do Estado com o desenvolvimento sustentável do meio rural catarinense”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Durante o evento, foram assinados Termos de Operacionalização 2026 entre o Estado, Epagri e Fecoagro e o Termo de autorização, simbolizando o início das entregas, com agricultores da região.

Foto: Reprodução/Secom SC
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 Operacionalização

O projeto é operacionalizado por meio de cooperação firmada entre a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro).  Os agricultores já podem procurar a Epagri para retirar a autorização e depois as cooperativas ou casas agropecuárias credenciadas e formalizar o projeto de parceria.

Cada família de agricultores familiares pode retirar até cinco sacos de sementes por ano. O valor da subvenção varia conforme o nível tecnológico do insumo. No Grupo I: R$ 100,00 por saco, que contempla cultivares de polinização aberta.  No Grupo V: cultivares de alta tecnologia, com tratamento industrial – até R$ 270,00 por saco.

Santa Catarina consolidou uma produção de 2,67 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026, em uma área de 290,3 mil hectares, de acordo com dados do Observatório Agro SC. “Estes dados apontam para resultados próximos aos obtidos na safra passada, demonstrando a importância do acesso a sementes de qualidade para a sustentabilidade do agronegócio catarinense”, analisa o diretor de  Cooperativismo e Desenvolvimento Rural, Léo Kroth.

Foto: Reprodução/Secom SC
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Programação

O evento realizado em Palmitos é uma parceria entre a Sape, Epagri, Cooper A1 e Fecoagro. A programação técnica incluiu a apresentação dos resultados do Programa de Monitoramento da Cigarrinha do Milho e Situação e perspectivas da produção e mercado do milho em Santa Catarina.

 Programa de Monitoramento da Cigarrinha do Milho

A apresentação dos Resultados do Programa de Monitoramento da Cigarrinha-do Milho foi realizada pela pesquisadora do Cepaf/Epagri de Chapecó, Maria Cristina Canale, coordenadora do programa. Esta é uma iniciativa do Governo do Estado que monitora a ocorrência da cigarrinha-do-milho e dos patógenos que ela transmite, fornecendo informações estratégicas para orientar o manejo da cultura e reduzir perdas nas lavouras.

Canale  mostrou que em cinco anos de execução, o programa recebeu investimentos de R$2,2 milhões, já avaliou quase 10 mil armadilhas, realizou mais de 10 mil extrações para diagnóstico e mais de 33 mil análises moleculares. Segundo ela, o monitoramento apontou reduções na ocorrência da cigarrinha em períodos estratégicos de manejo, indicando que as informações repassadas aos produtores por meio dos boletins semanais podem estar contribuindo para o controle do inseto.  “O combate à praga evoluiu para uma política de Estado baseada em ciência, reforçando a necessidade de investimentos contínuos e cooperação intersetorial para assegurar a sustentabilidade da cadeia produtiva do milho”, reforça a pesquisadora.

Foto: Reprodução/Secom SC
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Perspectivas de produção

A análise sobre a situação e perspectivas da produção e mercado do milho em Santa Catarina foi apresentada pelo 1º vice-presidente de secretaria da Faesc, Enori Barbieri, também presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo e vice-Presidente da Abramilho.

Após análise do cenário mundial do milho do cereal mais produzido do planeta, com uma safra próxima de 1,3 bilhão de toneladas, ele destacou que Santa Catarina é um dos grandes consumidores de milho do País em razão da forte cadeia de produção de proteína animal.

Segundo Barbieri, o Estado necessita de aproximadamente 8,5 milhões de toneladas do cereal por ano, mas produz cerca de 2,5 milhões de toneladas. “Hoje temos a concorrência da indústria do etanol, que atualmente já consome cerca de 40 milhões de toneladas por ano. Esse cenário gera preocupação para todo o setor de proteína animal, que há muitos anos depende da importação de milho de outros Estados para atender sua demanda. Faremos uma análise da situação catarinense, avaliando alternativas para aumentar a produção e superar os desafios que precisam ser enfrentados”.

Mais informações:

Andréia Cristina Oliveira

Assessora de Comunicação

Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária

imprensa@agricultura.sc.gov.br

Fone: (48) 3664-4393  

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