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Monitoramento na citricultura gaúcha coloca o RS entre os poucos Estados brasileiros livres da doença mais destrutiva do setor

O Rio Grande do Sul segue como um dos únicos Estados do Brasil que está livre da doença HLB/greening, considerada a mais destrutiva do setor de cit...

31/05/2026 às 12h20
Por: Redação Fonte: Secom RS
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Monitoramento foi realizado entre novembro de 2025 e março de 2026 -Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
Monitoramento foi realizado entre novembro de 2025 e março de 2026 -Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

O Rio Grande do Sul segue como um dos únicos Estados do Brasil que está livre da doença HLB/greening, considerada a mais destrutiva do setor de citricultura. A informação resulta do monitoramentorealizado pelaSecretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) no ciclo 2025-2025 da cultura de citros. Os dados foram apresentados na quinta-feira (28/5),durante reunião da Câmara Setorial de Citricultura.

De novembro de 2025 a março de 2026, o Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi) instalou e monitorou 374 armadilhas em pomares de 77 municípios – realizando 4.326 leituras dessas armadilhas. O objetivo era detectar o inseto Diaphorina citri, transmissor da bactéria causadora de HLB/Greening, doença que tem causado prejuízos significativos à citricultura em vários Estados.

“A cada 15 dias era feita a troca da cartela aderente nas armadilhas e uma análise minuciosa no material recolhido para ver se havia algum inseto suspeito. Nesse último ciclo de monitoramento, só na região do Vale do Caí, tivemos 70% dos insetos suspeitos encontrados”, conta a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Riffel.

Foram contabilizados 103 insetos suspeitos, dos quais 88 foram confirmados como sendo da espécie Diaphorina citri. No entanto, a bactéria causadora do HLB/Greening não foi encontrada nas amostras.

“O monitoramento é essencial para mantermos nosso status como um dos únicos Estados do país sem o greening, mas a presença do inseto vetor causa uma pressão muito grande em todo o nosso entorno. Como a maior parte da produção no Rio Grande do Sul é de agricultura familiar, trata-se de um fator de preocupação para nós”, destaca Deise.

Como frentes de prevenção para o ingresso da doença em território gaúcho, Deise destacou, além do monitoramento realizado, ações previstas na Portaria 1.326 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que define que o material de propagação tem de ser produzido em ambiente protegido, com plantas indexadas.

“Ao ar livre, é muito fácil acontecer a circulação das bactérias. Precisamos ter um cuidado muito grande a respeito de onde estão vindo as mudas para novos pomares. Por isso, o Rio Grande do Sul tem portarias sobre o ingresso de mudas de outros Estados , assim como de frutos. Frutos não podem ingressar com folhas, pois o inseto pode vir preso nelas”, explica.

A chefe da DDSV destacou a importância da articulação entre o setor produtivo e a Seapi para a manutenção do status fitossanitário. “O produtor precisa ser nosso parceiro neste momento, porque é ele que está constantemente no seu pomar. Então, se detectar alguma coisa diferente, pedimos que entre em contato com a inspetoria da sua cidade ou de uma cidade vizinha”, ressalta.

A reunião da Câmara Setorial discutiu, entre outros assuntos, a situação e a perspectiva da safra atual de citros, cuja abertura oficial ocorreu na sexta-feira (29/5), em Montenegro.

Texto: Ascom Seapi
Edição: Felipe Borges/Secom

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