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Grupo de artesãs assistidas pela Epagri de Biguaçu é reconhecido como Ponto de Cultura Viva

Foto: Divulgação/EpagriO grupo Mãos de Fada, formado por 21 artesãs de Limeira, comunidade rural de Biguaçu, na Grande Florianópolis, recebeu do Mi...

26/05/2026 às 15h00
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
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Foto: Divulgação/Epagri

O grupo Mãos de Fada, formado por 21 artesãs de Limeira, comunidade rural de Biguaçu, na Grande Florianópolis, recebeu do Ministério da Cultura o certificado de Ponto de Cultura Viva, reconhecimento que busca fortalecer culturas populares e tradicionais com base comunitária. A associação foi criada em 2007 com apoio do Escritório da Epagri no município. As mulheres se reúnem uma vez por semana no salão paroquial da igreja para compartilhar saberes como crivo, tricô, crochê e bordado da vovó.

Maria Rosa Amaral, 81 anos, é uma das fundadoras da associação. Sua especialidade é o bordado de crivo, herança açoriana tradicional no litoral catarinense. A artesã conta que aprendeu aos cinco anos de idade com a mãe. “Ela nunca me ensinou, mas eu observava e fazia igual. Gosto muito de fazer crivo porque não sou de esperar que o dia passe sem fazer nada. Já fiz jogo de lençol e até vestido de noiva”, orgulha-se Maria Rosa. Hoje, ela ensina as amigas no Mãos de Fada, mas tem medo de que no futuro sua arte se perca. “O mundo de hoje não quer fazer coisas que levam tempo”.

A extensionista social da Epagri em Biguaçu, Cilana Bertoncini, acompanha a trajetória do grupo desde os primeiros encontros, há 19 anos. Foi ela quem orientou a gestão administrativa da associação. Para Cilana, a maior virtude do Mãos de Fada é a troca de saberes entre as artesãs, mantendo viva muitas tradições da comunidade como o crivo e o bordado da vovó. “A vontade de ensinar e ver a outra aprender é muito significativo dentro deste grupo. Não tem uma professora só, todas ensinam e aprendem enquanto socializam”, explica a extensionista. 

Foto: Reprodução/Secom SC
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A vivência em grupo e a organização em benefício da comunidade são prioridades para as artesãs da Mãos de Fada. “É um lazer, uma atividade que me faz muito bem. Financeiramente não compensa porque não dá para competir com os artigos industrializados e tem muita gente que compara, embora seja totalmente diferente. Fazemos por prazer e vendemos para poder comprar mais materiais e continuar praticando nosso artesanato e nos encontrando toda semana”, diz a artesã Marlene Nau, associada desde 2009.

Associativismo comunitário

A Mãos de Fada é mais um  coletivo de mulheres que faz parte do legado deixado pelo Microbacias 2 , programa do Governo do Estado de investimentos na área agrícola, hoje chamado de SC Rural. Na época, o Banco Mundial, financiador do programa, estimulava a organização comunitária para a realização dos projetos de desenvolvimento do meio rural. Segundo Cilana, quando o programa finalizou as atividades, as mulheres da comunidade de Limeira decidiram criar um grupo para continuar se encontrando. 

A artesã Célia Kuhn de Campos, 69 anos, lembra bem como tudo começou. “Um dia, depois que acabou o Microbacias, nos encontramos no fim de uma missa e falamos uma para a outra: vamos montar um grupo? Fomos chamando outras mulheres e assim começamos a Mãos de Fada. Não tínhamos nada. Cada uma levou sua agulha, sua tesoura, seu paninho. E deu certo, dia 22 de outubro vamos completar 19 anos”, conta Célia, vestida com uma saia e um colete de tricô feitos por ela mesma. 

Foto: Reprodução/Secom SC
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No conjunto de mesas enfileiradas no salão paroquial, elas expõem várias peças de artesanato com muito orgulho, como fazem nas feiras que participam na região. Entre os artigos, kits de roupinhas de bebê feitas em tricô para doar a mulheres em situação de vulnerabilidade social por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social. O trabalho voluntário inclui ainda a doação de peças feitas especialmente para pacientes do Cepon, o Centro de Pesquisas Oncológicas, em Florianópolis.

Junto com o certificado de Ponto Vivo de Cultura, a associação Mãos de Fada foi contemplada em um edital com um valor de R$ 25 mil. Parte dos recursos já foram aplicados na aquisição de uma nova máquina de costura e de materiais de artesanato. Pela animação e vontade das artesãs, haja linhas e tecidos para extravasar tanto talento.

Foto: Reprodução/Secom SC
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Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Informações e entrevistas: 
Cilana Bertoncini, extensionista social da Epagri em Biguaçu, (48) 3665-5586

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99161-6596

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