Terça, 28 de Abril de 2026
16°C 27°C
Dourados, MS

Desmatamento no Amazonas cai 30,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta Inpe

Dados apontam redução na área desmatada, enquanto fiscalização integrada reforça combate às infrações e crimes ambientais...

28/04/2026 às 15h09
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Dados apontam redução na área desmatada, enquanto fiscalização integrada reforça combate às infrações e crimes ambientais

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

FOTO: Arquivo/Ipaam

O Amazonas registrou redução de 30,1% na área desmatada entre janeiro e março de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), foram contabilizados 3.190 hectares desmatados ante 4.567 hectares no primeiro trimestre de 2025.

No mesmo período, o número de alertas de desmatamento apresentou aumento de 12,4%, passando de 141 para 159 registros, o que pode estar relacionado à intensificação do monitoramento das áreas sob maior pressão. Os dados são acompanhados diariamente pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, os dados indicam avanço no controle do desmatamento no estado, resultado de estratégias mais direcionadas e do monitoramento contínuo das áreas sob maior pressão.

“A redução observada neste período mostra que estamos conseguindo atuar de forma mais precisa, com base em dados e acompanhamento constante. Isso permite respostas mais rápidas e aumenta a efetividade das ações desenvolvidas em campo”, afirmou Picanço.

Ainda segundo o gestor, o trabalho segue com foco na continuidade das ações ao longo do ano, especialmente nos períodos mais críticos, para manter a tendência de redução e ampliar a proteção das áreas mais vulneráveis.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a redução do desmatamento é reflexo de uma política integrada do Governo do Amazonas, que alia o combate às infrações ambientais ao fortalecimento de atividades sustentáveis, como a bioeconomia, promovendo desenvolvimento com conservação.

“Esse resultado é fruto de uma política integrada do Governo do Amazonas, que une a agenda de combate ao desmatamento com o incentivo à bioeconomia e ao desenvolvimento sustentável. Tivemos investimentos estratégicos importantes nessas duas frentes, especialmente por meio do Programa Floresta em Pé, que já prevê mais de R$ 70 milhões para fortalecer ações de proteção ambiental, fiscalização e geração de oportunidades sustentáveis para a população”, destacou Taveira.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
FOTOS: Arquivo/Ipaam

Municípios mais afetados

Entre os municípios, houve mudança no perfil das áreas mais afetadas. No primeiro trimestre de 2026, Novo Aripuanã (a 227 km de Manaus) concentrou a maior área desmatada, com 338 hectares, seguido por Lábrea (a 702 km da capital), com 315 hectares, e Humaitá (a 590 km), com 288 hectares.

Em relação aos alertas, Lábrea registrou o maior número de ocorrências, com 11 registros, seguida por Boca do Acre (a 1.028 km de Manaus), com 10, e Guajará (a 1.476 km), com sete. No mesmo período de 2025, Apuí (a 453 km da capital) liderava tanto em alertas, com 20 registros, quanto em área desmatada, com 1.222 hectares.

Considerando o calendário do desmatamento, que acompanha o ciclo climático da Amazônia e vai de agosto a julho, o Amazonas também apresenta redução no acumulado. Entre agosto de 2025 e março de 2026, o desmatamento caiu 35,5%, passando de 30.057 hectares para 19.366 hectares.

Fiscalização integrada

A redução dos índices acompanha o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental no estado, conduzidas de forma integrada por órgãos do Governo do Amazonas. A atuação conjunta reúne monitoramento, inteligência e operações em campo, com presença contínua em áreas prioritárias.

Entre as principais iniciativas está a Operação Tamoiotatá 6, realizada de forma integrada por órgãos ambientais e forças de segurança, com ações de fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, lavratura de autos de infração e embargos. Estruturada em 15 etapas ao longo do ano, a operação concentra esforços especialmente no período mais crítico da estiagem, reforçando o combate ao desmatamento e às queimadas.

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento.

Outra frente é a Operação Região Metropolitana, coordenada pelo Ipaam, com apoio da Polícia Militar do Amazonas, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), e atuação contínua em ramais e rodovias nos municípios da Região Metropolitana de Manaus. As ações têm como foco coibir ilícitos ambientais e ampliar a presença do Estado em áreas sob maior pressão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários