
O Governo de São Paulo vai pagar, neste ano, o maior bônus da educação da última década e dobrar o valor destinado aos profissionais da rede estadual. O primeiro pagamento contempla mais de 188 mil servidores que atingiram as metas no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Previsto para o fim de abril, o repasse soma quase R$ 1 bilhão.
O valor representa o dobro do registrado em 2025, quando foram pagos R$ 544 milhões . A primeira parcela considera exclusivamente os resultados do Saresp e inclui profissionais de todas as disciplinas, além de gestores e equipes de apoio das escolas que atingiram as metas estabelecidas.
Além do volume recorde de recursos, a política de valorização por desempenho também avança. Pela primeira vez, o pagamento será feito com base em duas avaliações de larga escala, o que vai possibilitar profissionais serem duplamente bonificados.
A segunda parcela, prevista para setembro, levará em conta os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 , aplicado pelo governo federal, e será destinada a professores de língua portuguesa e matemática dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, além de equipes gestoras das escolas que cumprirem as metas estipuladas pela Seduc-SP. As médias da rede estadual de São Paulo devem ser divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em agosto.
A marca de R$ 1 bilhão em bônus é resultado direto das notas da última prova do Saresp . Em 2025, a rede estadual de ensino paulista alcançou a melhor média da série histórica em matemática no Ensino Fundamental com avanço em todos os anos. Na análise de todas as disciplinas avaliadas no sistema, a evolução das notas dos anos finais do Ensino Fundamental foi de 16,5% em comparação a 2024.
“Os resultados, como disse na época da divulgação do Saresp, consolidam a recuperação da aprendizagem pós-pandemia e reforçam a estratégia estruturada da gestão atual. O bônus é, portanto, a nossa maneira de reconhecer o esforço contínuo dos profissionais da rede que, diariamente, se dedicam e buscam garantir uma educação de qualidade aos nossos estudantes”, afirma o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder.
“As notícias são ainda melhores, já que, pela primeira vez, vamos bonificar nossos servidores duas vezes. A expectativa é que ultrapassemos os 1 bilhão de reais com os resultados do Saeb, previsto para setembro”, completa.
Dos mais de 188 mil servidores que receberão o bônus, 158.729 são profissionais do quadro do magistério . Na comparação com o ano passado, o número de servidores contemplados aumentou em 18%. O valor médio do pagamento é de R$ 5.066,89 por servidor.
Entre as escolas que atingiram a meta do Saresp, 3.760 conquistaram a marca ‘ouro’. Para o patamar ‘diamante’, a unidade deve também alcançar o ouro no Saeb. O atingimento duplo garante dois salários extras para os servidores.
O cálculo do bônus para os profissionais da educação é feito com base nas notas dos estudantes de todas as séries e disciplinas avaliadas no Saresp do Ensino Fundamental e Médio e nas metas por escola. São computadas a evolução na aprendizagem, a frequência do aluno e a participação dos estudantes no Saresp.
As metas por unidade de ensino servem de baliza para estipular o valor a ser pago a docentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental e de disciplinas que não estão no Saresp (tais como Educação Física e eletivas), além de gestores e profissionais do quadro de apoio e projetos.
Já para professores regentes de disciplinas avaliadas, a apuração dos resultados é proporcional à carga horária. Para aqueles que atribuem em mais de uma escola ou, ao mesmo tempo, em disciplinas avaliadas e não-avaliadas (tais como matemática e educação financeira), a composição do benefício é a ponderação entre a meta escola e a meta disciplina.
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