
Moradores e turistas que visitam Holambra e região vão ganhar uma nova opção de esporte e lazer com a construção de uma ciclovia de 25 km que integra o pacote de melhorias viárias previsto na concessão da Rota Mogiana, estruturada pelo Governo do Estado de São Paulo. O trajeto será implantado ao longo da SP-107, Rodovia Prefeito Aziz Lian, da altura do km 18,8, em Artur Nogueira, até Santo Antônio de Posse, no km 43,9, passando por Holambra.
A extensão de 25 km posiciona a futura ciclovia entre as maiores do Estado, superando os 22,2 quilômetros do traçado da Marginal Pinheiros, na Capital paulista, e os 22,5 km do trajeto localizado na Praia Grande, considerada a maior ciclovia à beira-mar do país. Com infraestrutura adequada para garantir segurança e conforto aos usuários, incluindo sinalização específica, a ciclovia tem custo estimado em R$ 30 milhões.
A demanda por um traçado específico para bicicletas foi trazida durante o período de consultas e audiências públicas que incorporaram contribuições da sociedade, gestores municipais e agentes do setor, resultando em um modelo contratual mais equilibrado, seguro e eficiente para os usuários. As contribuições recebidas ao longo do processo foram analisadas pelas equipes técnicas da SPI e da Artesp e incorporadas ao edital, respeitando demandas regionais e o foco em segurança e qualidade do serviço.
A iniciativa está em sintonia com o objetivo de fomentar o turismo regional, um dos benefícios pretendidos com a concessão da malha com cerca de 520 quilômetros de extensão. A modernização das rodovias facilita o deslocamento de visitantes e fortalece o turismo regional, movimentando hotéis, restaurantes, comércios e serviços locais. Além de Holambra e a mais famosa exposição de flores do Brasil, o lote da Rota Mogiana atravessa regiões reconhecidas pela vocação turística e reúne estâncias hidrominerais, roteiros em fazendas históricas, rotas gastronômicas e vinícolas premiadas.
O leilão para a concessão da Rota Mogiana foi realizado no final de fevereiro, na Bolsa de Valores (B3), pelo Governo de São Paulo, no âmbito do Programa de Concessões Rodoviárias. O consórcio Rota Mogiana, liderado pelo grupo Azevedo e Travassos, foi o ganhador, com a maior oferta de outorga fixa ao Estado, no valor de R$ 1,08 bilhão.
A concessionária será responsável pela operação, manutenção e ampliação do sistema rodoviário pelos próximos 30 anos, em uma concessão que reúne trechos atualmente administrados pela Renovias e rodovias sob gestão do DER.
O projeto prevê cerca de R$ 9,4 bilhões em investimentos em duplicações, faixas adicionais, marginais, acostamentos, passarelas, dispositivos de acesso, contornos viários e ciclovias ao longo de aproximadamente 520 quilômetros de rodovias.
Entre os principais benefícios previstos estão melhorias na segurança viária, ampliação da capacidade das estradas e redução nas tarifas em diversas praças de pedágio já existentes, dentro da política estadual de padronização do valor por quilômetro rodado, com justiça tarifária.
A concessão também deve gerar cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos e fortalecer a integração logística entre a Região Metropolitana de Campinas, o eixo de Ribeirão Preto e municípios próximos à divisa com Minas Gerais.
Entre as obras previstas estão duplicações de rodovias estratégicas, implantação de faixas adicionais, construção de vias marginais e novos dispositivos de acesso, além de intervenções voltadas à segurança viária e à melhoria da fluidez do tráfego. O projeto beneficiará cerca de 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios do interior paulista.
De acordo com a mais recente Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 14 das 20 rodovias mais bem avaliadas do Brasil estão em São Paulo, sendo 11 concedidas. O levantamento considera critérios como qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via, reforçando o protagonismo do Estado em segurança viária e eficiência operacional.
O projeto integra o programa SP pra Toda Obra, programa do Governo de São Paulo que prevê melhorias em 21,2 mil quilômetros de rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) e pelas concessionárias, com supervisão da Artesp. O investimento de R$ 30,5 bilhões, o maior da história do estado de São Paulo.
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