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Atletas do Time São Paulo entram em ritmo de competição para a disputa do Grand Prix de Atletismo no Marrocos

Os 22 convocados para representar o Brasil em Rabat obtiveram grande desempenho esta semana no Circuito Loterias Caixa de Atletismo

05/04/2026 às 13h30
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Bartolomeu Chaves (segundo da esquerda pra direita), atleta do Time São Paulo que representará o Brasil
Bartolomeu Chaves (segundo da esquerda pra direita), atleta do Time São Paulo que representará o Brasil

Os atletas do Time São Paulo convocados para representar o Brasil na 1ª etapa do Grand Prix Internacional de Atletismo, em Rabat, no Marrocos, participaram esta semana do Circuito Loterias Caixa no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo. A competição, a primeira da temporada, serviu de preparação para o Grand Prix, que será disputado de 23 a 25 de abril. Os 22 atletas do Time São Paulo, programa de fomento ao paradesporto idealizado há 15 anos pela parceria entre o Governo de São Paulo e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), correspondem a mais de 60% dos 36 convocados para representar o Brasil na competição internacional.

“O Time São Paulo já brilhou no Mundial de Atletismo Paralímpico do ano passado, ajudando o Brasil a conquistar a inédita primeira colocação no quadro de medalhas. Essas competições de abril são o segundo passo da jornada dentro do ciclo paralímpico Los Angeles-2028, que tem tudo para ser ainda mais vitorioso. Seguimos na torcida convictos de que nossos atletas trarão ótimos resultados”, projetou Marcos da Costa, Secretário Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O Circuito Loterias Caixa de Atletismo reuniu 411 atletas na quarta (1º) e quinta-feira (2). No arremesso de peso da classe F32 (para atletas com paralisia cerebral), a amapaense e bicampeã mundial Wanna Brito atingiu a marca de 7,94 metros, acima da marca de 7,89 metros que garantiu a ela a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris em 2024.

Wanna é a atual recordista e campeã mundial da prova, com 8,49 metros, marca obtida no em Nova Déli, em 2025. “Será muito especial voltar ao Marrocos, agora como integrante do Time São Paulo. Foi lá que tive meu primeiro grande resultado internacional no Grand Prix de 2023, com duas medalhas, uma de ouro e uma de prata”, disse ela.

No lançamento de disco, a tricampeã paralímpica Beth Gomes subiu no lugar mais alto do pódio. “Muito feliz por seguir competindo em alto nível com 61 anos e quero seguir fazendo história junto com o Time São Paulo”, comentou Beth com a medalha no peito.

Alessandro Rodrigo da Silva é outro atleta do Time São Paulo que também compete no lançamento de disco e no arremesso de peso. Bicampeão paralímpico, ele procura manter a mentalidade competitiva. “Para seguir tendo apoio do Time São Paulo, preciso estar entre os melhores e é para isso que trabalho em cada treino e competição”, analisou.

Recorde, estrutura e apoio

Atleta do Time São Paulo, o paulista Henrique Caetano, de 29 anos, estabeleceu um novo recorde das Américas nos 200m da classe T35 (paralisia cerebral) ao marcar 23s55. O tempo supera sua própria marca anterior, 23s76, registrada no Mundial de Nova Deli, em outubro de 2025.

O resultado ganha ainda mais relevância por ter sido alcançado em fase intensa de treinamentos, sem período de descanso específico para a prova. Henrique promoveu mudanças importantes na preparação, com foco no fortalecimento psicológico e início de acompanhamento nutricional. Segundo o atleta, o alinhamento entre preparo físico, mental e alimentação já começa a refletir na melhora de seus resultados.
“Estou muito feliz. Bater um recorde em uma fase forte de treinamento, saindo da base [período de treinos dedicado a ganho de força e resistência], sem descansar antes da prova, mostra que o trabalho está dando resultado. Estar no ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles correndo muito bem é muito gratificante”, disse.

Essa competitividade é tão marcante nos atletas do Time São Paulo, que alguns se desafiam em novas modalidades. É o caso de Jerusa Geber, medalhista de ouro nos 100 e 200m em duas Paralimpíadas, ela agora também compete no ciclismo. “A estrutura do Time São Paulo nos dá confiança e tranquilidade para encarar esses desafios que me tornaram uma atleta ainda mais completa”, projetou ela.

O corredor Bartolomeu Chaves se mudou de Brasília para São Paulo com o objetivo de se desenvolver como atleta após entrar para o Time São Paulo. “Minha história mostra que esse programa de fomento ao esporte paralímpico é capaz de formar campeões mundiais e em Los Angeles vou em busca do meu primeiro ouro em Paralimpíadas”, disse.

A primeira medalha de ouro paralímpica também é o sonho da saltadora Zileide Cassiano. Ela é bicampeã mundial no salto em distância e ficou com a prata em Paris-2024. “Competições como esse circuito ou o Grand Prix do Marrocos são importantes para medir em que nível estamos e planejar cuidadosamente os treinos porque 2027 será mais movimentado com Para-Pan, Campeonato Mundial e sei que o Time São Paulo está comigo em busca da melhor marca. Saltando 2cm mais longe alcanço o recorde mundial e tenho chances de trazer o ouro em Los Angeles, em 2028”, disse Zileide.

O Time São Paulo é diverso e mescla experiência e juventude entre os seus 157 atletas. A velocista Maria Clara Lima é um dos ícones da nova geração do esporte paralímpico. “Converso com muitos atletas que estão há mais tempo no Time São Paulo e eles me falam sobre a importância de manter a disciplina para se desenvolver com o programa”, contou a jovem revelação.

Sobre o Time São Paulo
O Time São Paulo Paralímpico é um programa criado em 2011, fruto da parceria entre o Governo do estado e o Comitê Paralímpico Brasileiro, para apoiar o desenvolvimento de atletas paralímpicos de alto rendimento, fortalecendo suas carreiras e aumentando as chances de conquistas nacionais e internacionais.

Desde o início, com um grupo formado apenas por 21 esportistas e quatro atletas-guia, o projeto já mostrava potencial e, ao longo dos anos, teve papel importante no bom desempenho do Brasil em competições como os Jogos Parapan-Americanos e Jogos Paralímpicos. Os resultados foram tão relevantes, que, caso o Time São Paulo fosse um país, ocuparia posição de destaque no quadro de medalhas dessas competições, tornando-se potência internacional.

Em 2026, o programa está mais forte do que nunca, investindo R$ 8,2 milhões em 157 atletas, sendo 43 novos, de 16 modalidades paralímpicas diferentes, ampliando sua atuação para os Jogos Paralímpicos de Inverno.

O programa segue construindo uma trajetória de conquistas esportivas e impacto social graças ao trabalho de atletas, técnicos e gestores que honram o compromisso com inclusão, respeito e excelência no esporte.

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