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Cientistas químicas são as vencedoras do Prêmio Ester Sabino 2026

Vanderlan da Silva Bolzani e Caroline Gaglieri se destacam como inspiração para mulheres e na produção de pesquisas para o desenvolvimento sustentável

26/03/2026 às 14h31
Por: Redação Fonte: Secom SP
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O Prêmio é uma iniciativa do Governo de São Paulo, via Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que reconhece o trabalho de mulheres pesquisadoras de destaque no estado
O Prêmio é uma iniciativa do Governo de São Paulo, via Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que reconhece o trabalho de mulheres pesquisadoras de destaque no estado

Foram anunciadas nesta terça-feira (24) as vencedoras do Prêmio Ester Sabino 2026 para Mulheres Cientistas do Estado de São Paulo, promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado. As cientistas químicas Vanderlan da Silva Bolzani e Caroline Gaglieri foram escolhidas, nas categorias Pesquisadora Sênior e Jovem Pesquisadora, respectivamente, pela comissão julgadora, que contou com a participação de representantes das três universidades estaduais: Unesp, Unicamp e USP.

“São Paulo possui milhares de pesquisadoras de excelência, reconhecidas pelos seus trabalhos de qualidade ímpar em âmbito nacional e internacional. O Prêmio Ester Sabino, além de reafirmar a grandiosidade de cada pesquisadora, também busca mostrar como elas transformam a vida da sociedade e deixam um legado”, afirma Stephanie Costa, secretária executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

Além da vasta produção científica com reconhecimento internacional, as vencedoras se destacam pelo perfil inspirador para mulheres e meninas na ciência e pela aplicação de pesquisas voltadas à consolidação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A cerimônia de premiação acontece na próxima terça-feira, 31 de março às 9 horas, no Hub Green Sampa, em Pinheiros.

Pesquisadora Sênior

Vanderlan da Silva Bolzani, cientista vencedora na categoria Pesquisadora Sênior. Foto: Governo do Estado de são Paulo/Divulgação
Vanderlan da Silva Bolzani, cientista vencedora na categoria Pesquisadora Sênior. Foto: Governo do Estado de são Paulo/Divulgação

Vanderlan da Silva Bolzani (76) é professora titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Araraquara), Pesquisadora 1A do CNPq. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) por dois mandatos e integrou o Conselho Superior da Fapesp (2018-20122) e Conselho Científico – L’Oreal, Paris (2012-2022). Participou da criação do programa BIOTA-FAPESP, coordenou cinco projetos temáticos da Fapesp e iniciativas estratégicas como o INCT-BioNat. Também atuou em projetos de parceria Universidade/Empresa (FINEP eBNDS) e foi professora visitante na Université Pierre et Marie Curie – Paris VI. Atualmente é vice coordenadora do Programa Internacional de Pesquisa EU/Horizon Europe Biodiversa+/ BiodivNBS-Peptídeos da Biodiversidade: Riqueza Farmacológica da Natureza para o Avanço da Saúde Humana, único da América Latina neste Programa multinacional.

Com mais de 325 artigos publicados, alto índice de citações e ampla colaboração internacional, Bolzani consolidou-se como uma das principais referências mundiais na área, além de protagonizar avanços institucionais, como a criação da Agência de Inovação da Unesp. Sua pesquisa inédita sobre como os produtos naturais podem ser vitais para a taxonomia de plantas, está entre os estudos que levaram o professor Otto R. Gottlieb, seu orientador de mestrado e doutorado, a ser indicado ao Prêmio Nobel de Química.

Em 2024 foi homenageada pela American Chemical Society, única pesquisadora fora do eixo EUA/Europa. Para além de sua excelência acadêmica, Bolzani tornou-se uma importante inspiração como mulher na ciência, sendo a primeira mulher a presidir a Sociedade Brasileira de Química (SBQ). A cientista também criou o Prêmio Carolina Bori, no âmbito da SBPC, que passou a reconhecer e incentivar jovens talentos e pesquisadoras em todo o país.

Jovem Pesquisadora

Caroline Gaglieri, cientista vencedora do prêmio de Jovem Pesquisadora. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação
Caroline Gaglieri, cientista vencedora do prêmio de Jovem Pesquisadora. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Caroline Gaglieri (33) é mestre em Ciência e Tecnologia de Materiais, com foco em catalisadores heterogêneos, e doutora na linha de Materiais Poliméricos Renováveis a partir de óleos vegetais, ambos pela Faculdade de Ciências da Unesp em Bauru. Atualmente, realiza pós-doutorado na mesma instituição, com bolsa Fapesp em um projeto que explora a utilização de derivados de fontes renováveis, baratas e abundantes no Brasil, para o desenvolvimento de novos sistemas de iniciação aplicáveis a resinas de origem renovável, com potencial uso em tecnologias como impressão 3D.

Sua pesquisa articula saúde pública, sustentabilidade e inovação tecnológica, estando alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Sua produção científica conta com mais de 55 artigos publicados, destacando-se, entre eles, o convite para publicação em uma edição especial dedicada a Jovens Pesquisadores da Revista “Current Research in Green Chemistry and Sustainable Chemistry” em seu último ano de doutorado. Durante sua graduação, na Universidade Federal de Alfenas, no campus Poços de Caldas, contribuiu diretamente para a aproximação da universidade com a sociedade ministrando aulas no curso pré-vestibular “ENEM UNIFAL-MG” e participando do Programa de Extensão Tutorial (PET) no qual foram executados projetos junto às escolas públicas da região.

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