
Foto: Divulgação/Epagri
Extensionistas da Epagri em Romelândia, Flor do Sertão, São Miguel da Boa Vista e Iraceminha, no Extremo-Oeste do Estado, se uniram num projeto para fortalecer a criação de abelhas na região. Batizado de “Insetos Polinizadores – Meliponicultura e Apicultura”, o projeto terá cinco encontros abertos à comunidade com o objetivo de oferecer capacitação técnica e criar uma rede de apoio entre produtores e apreciadores da apicultura e da meliponicultura.
“Queremos identificar quem são os criadores da região, desde o entusiasta de quintal até o produtor comercial. Essa integração pretende colocar frente a frente o conhecimento empírico dos produtores experientes e o fôlego dos iniciantes, garantindo que o “saber-fazer” não se perca entre as gerações”, explica Leovane Baron, extensionista na Gerência Regional da Epagri em Palmitos.
A iniciativa também tem o propósito de promover a conscientização sobre o papel das abelhas para a biodiversidade. “As abelhas são responsáveis pela polinização de cerca de 80% das plantas com flores e por um terço de tudo o que chega ao nosso prato. Queremos aproximar produtores e ciência para contribuir com a polinização das florestas e a fartura na mesa dos brasileiros”, diz Leovane.
A primeira reunião foi realizada no dia 28 de fevereiro, em Romelândia, e reuniu 47 pessoas. O grupo debateu sobre o potencial econômico, ambiental e social dos insetos polinizadores e sobre os produtos das abelhas sem ferrão. O próximo encontro está marcado para 18 de abril, em São Miguel da Boa Vista, e abordará a importância e o uso da própolis e o manejo de inverno dos insetos polinizadores.

Na sequência, os encontros vão tratar da importância das abelhas para o turismo rural e os desafios com a ameaça dos agrotóxicos; os materiais e tipos de caixas para abelhas com ferrão (apicultura) e seu manejo; os materiais e tipos de caixas para abelhas sem ferrão (meliponicultura) e seu manejo. O último encontro está programado para novembro (confira programação a seguir).
Segundo Leovane, o projeto pretende introduzir novas tecnologias e técnicas de manejo sustentável que permitam aumentar a eficiência da produção sem agredir o enxame. Outra proposta é diversificar para que o produtor deixe de ser apenas “vendedor de mel” e passe a explorar o potencial integral da colmeia, incluindo a cera, o pólen, a geleia real e o própolis, insumos valiosos para as indústrias farmacêutica e cosmética.

Importância e uso da própolis e manejo de inverno dos insetos polinizadores
18 de abril, 13h30, São Miguel da Boa Vista
A importância das abelhas para o turismo rural e os desafios com a ameaça dos agrotóxicos
Data a confirmar, 13h30, Iraceminha
Materiais e tipos de caixas para abelhas com ferrão e seu manejo
Data a confirmar, 13h30, Romelândia
Materiais e tipos de caixas para abelhas sem ferrão e seu manejo
Data a confirmar, 13h30, Flor do Sertão
Contato para inscrições e informações:
(49) 91885915 (whatsapp) e escritórios municipais
Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc
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