
O governo do Estado, por meio da Polícia Penal, vinculada à Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), finalizou nesta sexta-feira (20/3) a décima fase da Operação Mute. A ação integrada, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), é mais um mecanismo de fortalecimento de estratégias no enfrentamento ao crime organizado.
De abrangência nacional, a mobilização tem por objetivo desarticular comunicações ilícitas no sistema prisional, por meio da apreensão de celulares, drogas e outros materiais irregulares.

Ações realizadas
Na quarta-feira (18/3), na Penitenciária Estadual de Porto Alegre, 46 servidores participaram do primeiro dia da operação e 111 presos foram movimentados. Foram localizados 54 aparelhos celulares, 48 fontes de carregador, 54 cabos USB, 38 fones de ouvido, além de substâncias semelhantes à maconha e à cocaína.
Na quinta-feira (19/3), 89 servidores estiveram na Penitenciária Estadual de Charqueadas III, e 181 presos foram movimentados. Na unidade foram achados 18 aparelhos celulares e 13 chips.
Já na manhã desta sexta-feira (20/3), no Complexo Prisional de Canoas, foram encontrados 17 aparelhos celulares e 13 chips. No total, 92 servidores participaram do procedimento, e 149 presos movimentados.
“É importante destacar que ações como essa são contínuas e fazem parte de uma política permanente de enfrentamento à criminalidade, que buscam contribuir para a proteção da sociedade e para a manutenção de um ambiente prisional mais seguro e organizado”, destacou o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom.

Resultados da 10ª fase da operação
Ao total, nos três dias, os policiais encontraram 89 celulares, 48 carregadores, 54 cabos USB e 26 chips. O efetivo empregado nesta fase foi de 102 servidores. Essa ação conjunta é potencializada pelos investimentos contínuos do governo do Estado no sistema prisional, que têm garantido melhores condições de trabalho aos servidores e de cumprimento de pena às pessoas privadas de liberdade, além da ampliação da segurança nas unidades e maior controle interno.
“A Operação Mute é mais uma ação de enfrentamento ao crime organizado, de forma integrada entre todos os sistemas prisionais do país, reforçando aquilo que já é desenvolvido pelos servidores da Polícia Penal gaúcha: garantir a segurança e o funcionamento das unidades prisionais, retirando permanentemente, qualquer material ilícito que não deveria estar ali", pontuou o superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol.

Tecnologia
Assim como na nona fase da Mute, realizada em novembro, o Departamento de Inteligência e Assuntos Estratégicos (Diae) da SSPS utilizou, em dois dias da operação, um detector de junção não linear para detecção e localização de dispositivos eletrônicos escondidos. Desta forma, mesmo que estejam desligados ou transmitindo via cabo ou wi-fi, é possível localizá-los em paredes, tetos e móveis, incluindo componentes miniaturizados como cartões SIM.

Sobre a Mute
A operação ocorre de forma simultânea em todas as unidades da federação e busca enfrentar as comunicações proibidas no interior das unidades prisionais por meio de revistas estratégicas orientadas por ações de inteligência.
A iniciativa contribui para ampliar a segurança dentro e fora das unidades prisionais. Mais do que apreender materiais ilícitos, a operação fortalece a presença do Estado nesses espaços e reforça a segurança pública por meio de medidas coordenadas que interrompem comunicações ilegais e dificultam articulações criminosas. A ação também fomenta a padronização de rotinas e procedimentos de revista, ampliando a fiscalização e o controle no sistema prisional.

Texto: Ascom SSPS, com informações da Senappen
Edição: Secom
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