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Polícia Penal do Estado realiza mais de 80 mil escoltas e supera 1,2 milhão de quilômetros percorridos em 2025

Considerada uma das atribuições mais complexas da Polícia Penal, a escolta de pessoas privadas de liberdade fora dos muros dos estabelecimentos pri...

16/03/2026 às 17h33
Por: Redação Fonte: Secom RS
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Frota renovada, operações qualificadas e expansão do efetivo fortalecem atuação da Polícia Penal -Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal
Frota renovada, operações qualificadas e expansão do efetivo fortalecem atuação da Polícia Penal -Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal

Considerada uma das atribuições mais complexas da Polícia Penal, a escolta de pessoas privadas de liberdade fora dos muros dos estabelecimentos prisionais ocorreu 80.626 vezes em 2025, número 5,5% superior ao registrado no ano anterior. O total inclui transferências de unidades, atendimentos de saúde, audiências judiciais e júris, deslocamentos para instalação de tornozeleira eletrônica e traslado de presos entre unidades da federação. As operações somaram mais de 1,2 milhão de quilômetros rodados durante o ano, dentro e fora do Rio Grande do Sul.

As operações exigem planejamento técnico, protocolos rigorosos e atuação especializada. Nas movimentações de curta distância no interior do Estado — 83% do total —, principalmente para atendimentos de saúde e audiências no Judiciário, a execução cabe às equipes das próprias unidades prisionais.

Escoltas de norte a sul

A Divisão de Segurança e Escolta (DSE) da Polícia Penal, setor vinculado ao Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP), é responsável pelas movimentações de maior complexidade. Entre elas estão transferências de custodiados entre casas prisionais, audiências e júris em comarcas fora do município, recambiamentos interestaduais, todas as movimentações da Região Metropolitana e também as escoltas classificadas como de risco e alto risco.

Os recambiamentos são as transferências de pessoas privadas de liberdade entre estabelecimentos prisionais de diferentes unidades da federação. No último ano, foram registradas 418 operações: 238 deslocamentos para trazer pessoas custodiadas ao Estado e 180 conduções realizadas pela Polícia Penal gaúcha para outras unidades da federação, em articulação com os órgãos de segurança locais. Santa Catarina, Paraná e São Paulo são os destinos mais frequentes.

Polícia Penal aumenta frota viaturas-cela e intensifica operações com trajetos aéreos e interestaduais -Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal
Polícia Penal aumenta frota viaturas-cela e intensifica operações com trajetos aéreos e interestaduais -Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal

Escoltas podem também ser realizadas por via aérea, a depender da necessidade e da distância até a unidade federativa de destino. Essa situação ocorreu 47 vezes em 2025, com Amapá, Pará e Rondônia sendo as rotas mais longas.

Qualificação da frota

Junto ao processo de qualificação da Polícia Penal, que envolve melhoras na estrutura dos estabelecimentos prisionais, de ampliação do efetivo e de aquisição de equipamentos de trabalho, o governo do Estado tem investido, também, nos veículos utilizados em serviço.

As viaturas-cela, tipo de veículo mais utilizado nas movimentações de custodiados, estão sendo substituídas e renovadas. Em 2019, a frota era composta por aproximadamente 130 veículos. Em 2026, já são 250 viaturas-cela em operação.

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, destaca que os investimentos contribuem para o fortalecimento da área prisional. “O governo do Estado não tem medido esforços para qualificar a Polícia Penal em todos os aspectos. Os investimentos robustos dos últimos anos na rede prisional e nos equipamentos de trabalho e, principalmente, o aumento do quadro de servidores, estão sendo revertidos em mais segurança pública para a sociedade”, destaca.

Capacitação e operações de risco

A atuação da Polícia Penal nas escoltas é baseada em critérios técnicos definidos pelos setores de inteligência, que classificam o nível de risco de cada operação. Segundo dados do Departamento de Inteligência Penitenciária, a DSE e o Grupo de Ações Especiais (Gaes) executaram 240 escoltas consideradas de risco e 48 de alto risco em 2025.

“A movimentação de pessoas privadas de liberdade é uma atividade rotineira dentro do sistema prisional, que exige técnica, inteligência, profissionalismo e integração. A qualificação permanente dos servidores para procedimentos com diferentes níveis de complexidade faz parte do processo de evolução da instituição”, comenta o superintendente, Sergio Dalcol.

Os policiais penais envolvidos na operacionalização e na segurança dessas movimentações recebem treinamento específico da Academia da Polícia Penal no Curso de Escolta Profissional de Alto Risco (Cepar). A formação envolve tópicos como posicionamento na viatura, embarque e desembarque, formação de comboio, ultrapassagens, manobras, direção tática evasiva, entre outros, capacitando os servidores para atuar na proteção contra ameaças externas e tentativas de fuga. A primeira edição, com 34 participantes, foi concluída em julho de 2025.

O diretor do DSEP, Anderson Prochnow, enaltece o trabalho qualificado e de excelência realizado pelos policiais penais no dia a dia, citando que os números demonstram o quanto a Polícia Penal tem crescido e apresentado resultados cada vez mais positivos. “Os servidores prestam um serviço essencial para a segurança pública em todo o Estado e, por vezes, até em outras unidades da federação.”

Texto: Paulo André Dutra/Polícia Penal
Edição: Secom

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