
Foto: Divulgação / Epagri
Santa Catarina registrou na última semana uma média de 140 cigarrinhas-do-milho por lavoura. O número, embora ainda elevado, representa um declínio de 12,5% em relação ao levantamento anterior. As cidades com mais insetos encontrados nas lavouras foram Porto União, São José do Cerrito, Campos Novos, Herval do Oeste, Xanxerê, Guatambu, Tunápolis e Guaraciaba.
A pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo Programa Monitora Milho SC, destaca que a elevada presença da cigarrinha no ambiente segue um padrão semelhante ao observado em anos anteriores. O aumento populacional está relacionado, principalmente, às altas temperaturas, que favorecem a reprodução do inseto, e ao estágio de desenvolvimento das lavouras, a maioria em R1, que dificulta o acesso de maquinário para o manejo.
O monitoramento realizado entre os dias 2 e 8 de março detectou a presença dos vírus do mosaico estriado e do rayado fino, além da bactéria do espiroplasma do enfezamento pálido nos municípios de Lages, São José do Cerrito, Guatambu, Irati, Bom Jesus do Oeste e Tunápolis. Maria Cristina salienta que “as plantas infectadas fora da fase crítica, ou seja, após o estádio reprodutivo, apresentam menor suscetibilidade aos efeitos mais severos sobre a produção”.

Mesmo assim, é importante que a população de cigarrinhas-do-milho no ambiente seja controlada. Para isso, os produtores que ainda não realizaram o plantio da safrinha devem fazer a semeadura longe de áreas com plantas de milho maduras. Os agricultores com lavouras em fase vegetativa devem intensificar os cuidados com o manejo, utilizando inseticidas químicos aliados a produtos biológicos, sempre que possível.
Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc
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