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Vigilância sanitária do Estado reforça ações contra a gripe aviária em Santa Vitória do Palmar e Chuí

Desde a detecção do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves silvestres este ano, o governo do Estado, por meio do ...

09/03/2026 às 15h31
Por: Redação Fonte: Secom RS
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Servidores do Estado e da União atuam em conjunto na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar -Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
Servidores do Estado e da União atuam em conjunto na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar -Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Desde a detecção do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves silvestres este ano, o governo do Estado, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) intensificou as ações de vigilância sanitária na região Sul do Estado. O foco foi registrado em 28 de fevereiro, na Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar.

Nesta segunda-feira (9/3), equipes da Seapi capacitaram 51 agentes de endemias, saúde e controle epidemiológico do município de Santa Vitória do Palmar. A agenda também incluiu reunião com a Prefeitura de Chuí. O objetivo foi apresentar informações atualizadas sobre a situação sanitária e alinhar estratégias de prevenção e controle do foco da doença.

Segundo a fiscal agropecuária do DDA, Rosane Collares, a articulação com os municípios e a qualificação de profissionais que atuam diretamente nas comunidades fortalecem a vigilância. “Na sexta-feira (6/3) realizamos reunião com a Prefeitura de Santa Vitória do Palmar. Hoje estivemos em Chuí para alinhar informações com as autoridades da região”, ressalta.

Já o treinamento reuniu agentes de endemias, profissionais da saúde e integrantes da Estratégia Saúde da Família. “Esses profissionais atuam diretamente nas residências e serão importantes multiplicadores de informação, devido à sua ampla presença nas comunidades”, acrescenta Rosane.

Servidores do Estado usam drones para monitorar a região do foco da gripe aviária, na Reserva do Taim -Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
Servidores do Estado usam drones para monitorar a região do foco da gripe aviária, na Reserva do Taim -Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Educação sanitária

O médico veterinário Felipe Campos, coordenador de Educação Sanitária da Seapi, explica que as ações educativas ocorrem de forma contínua e estão integradas às atividades de vigilância em campo. Segundo ele, o trabalho inclui contato direto com a comunidade e reuniões com gestores das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, realizadas de forma presencial e on-line.

“A atuação seguirá nas comunidades por meio de orientações técnicas voltadas a esclarecer a população e reforçar a importância de utilizar nossos canais oficiais de comunicação. Paralelamente, estamos estruturando um cronograma de atividades educativas nas escolas da região”, informa.

A educação sanitária é considerada um componente essencial da defesa agropecuária, tanto na prevenção quanto no enfrentamento de doenças. Em situações de foco, essa estratégia ganha ainda mais relevância, pois conscientiza a população sobre seu papel e contribui para o sucesso das ações de resposta e controle sanitário.

Treinamento capacitou agentes de endemias, profissionais da saúde e integrantes da Estratégia Saúde da Família dos 2 municípios -Foto: Ascom Seapi
Treinamento capacitou agentes de endemias, profissionais da saúde e integrantes da Estratégia Saúde da Família dos 2 municípios -Foto: Ascom Seapi

Atuação integrada

O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), em parceria com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atua de forma integrada na Lagoa da Mangueira, onde foi identificado o foco em aves silvestres da espécie Coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba. Até o momento, são 20 cisnes e uma garça-moura encontrados com a doença.

Entre as ações realizadas, estão vistorias em campo para monitoramento de aves. São utilizados barcos e drones para supervisionar a lagoa e a área do foco. As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirma ou não presença do vírus.

Casos suspeitos

A Seapi orienta que qualquer suspeita da doença nos animais — caracterizada por sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves — seja comunicada imediatamente. As notificações podem ser feitas nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Texto: Elstor Hanzen/Ascom Seapi
Edição: Secom

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