
As polícias Civil e Militar realizaram nesta quinta-feira (5) o “Dia D” da Operação Mulher Segura 2026 , uma ação integrada entre as forças de segurança estaduais e o Ministério da Justiça para combater a violência contra a mulher .
No estado de São Paulo, a operação resultou em 128 pessoas presas, entre flagrantes e mandados judiciais, além da apreensão de armas de alto poder ofensivo, incluindo um fuzil. Outras 154 pessoas foram presas pela PM entre os dias 1 e 4 de março, em várias regiões do estado.
Ao todo, 1.769 policiais civis participaram da operação, com apoio de 736 viaturas, em 258 municípios paulistas. A mobilização teve como foco principal o cumprimento de mandados de prisão contra investigados e condenados por crimes previstos na Lei Maria da Penha.
Pela PM, a operação se desenrolou juntamente com a Operação Impacto , que envolve 11 mil policiais diariamente para atuar com enfoque no atendimento de ocorrências de violência contra a mulher.
Foram feitas prisões em flagrante e por cumprimento de mandado, por crimes como ameaça, descumprimento de medidas protetivas de urgência, estupro e feminicídio.
Entre os presos está o cozinheiro de um restaurante supeito de dopar e estuprar duas colegas de trabalho. A investigação, que resultou no mandado de prisão preventiva, foi feita pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da capital.
Durante uma das ações, realizada pela DDM de Botucatu, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal da cidade e localizaram um arsenal em posse de um investigado por violência doméstica.
No endereço foram apreendidas duas pistolas Glock semiautomáticas, calibres .380 e .40, além de um fuzil Taurus calibre 5,56 e diversas munições.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado é CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador). Apesar de as armas estarem regularizadas, o material foi apreendido para garantir a proteção integral às vítimas, conforme previsto na Lei Maria da Penha.
Mín. 24° Máx. 37°