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Preço médio dos alimentos tem segundo recuo consecutivo do ano no Rio Grande do Sul

O Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE) no Rio Grande do Sul, calculado pelo governo do Estado, por meio da Receita Estadual, registrou queda de 0,5...

04/03/2026 às 15h20
Por: Redação Fonte: Secom RS
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O Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE) no Rio Grande do Sul, calculado pelo governo do Estado, por meio da Receita Estadual, registrou queda de 0,53% em fevereiro, caindo para R$ 288,33. Esse é o menor valor desde novembro do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo foi de 2,83%.

A maior redução média de preços ocorreu no Litoral, onde a cesta caiu 2,70%, passando a custar R$ 304,85. Com o resultado, a região deixa de figurar no topo do ranking de maior preço no Estado, posição ocupada em janeiro durante o auge da temporada de verão. Em fevereiro, o maior valor voltou a ser encontrado na região das Hortênsias, com a cesta custando R$ 306,19, apesar da redução de 1,18% no mês.

A maior alta no preço dos alimentos foi registrada na região dos Campos de Cima da Serra, que abrange cidades como Vacaria e Bom Jesus. Na localidade, a cesta alcançou o patamar de R$ 300,79, subindo 1,99% no mês. Os alimentos também ficaram mais caros na Região Metropolitana do Delta do Jacuí, que inclui Porto Alegre, onde a cesta chegou a R$ 296,01 - alta de 0,45%.

O PCA-RE monitora a variação de preço de 80 itens alimentícios com base nas informações das notas fiscais eletrônicas emitidas pelo varejo. O levantamento é publicado mensalmente no Boletim de Preços Dinâmicos e pode ser consultado no site Receita Dados .

Impacto menor para famílias de baixa renda

A queda de preço médio da cesta de alimentos em fevereiro teve maior impacto sobre as famílias mais pobres. Conforme o Índice de Inflação por Faixa de Renda, indicador exclusivo levantado pela Receita Estadual, domicílios com rendimento de até dois salários mínimos observaram uma deflação de 4,24% nos últimos 12 meses. A segunda faixa de renda com maior redução foi a entre dois e três salários mínimos, cuja deflação atingiu 4% no período.

A diferença do impacto inflacionário entre os estratos de renda ocorre pela distinção do hábito de consumo. Alimentos consumidos com mais frequência por famílias de baixa renda tiveram quedas de preço mais expressivas e passaram a pressionar menos seus orçamentos. Em fevereiro, houve queda em todas as faixas de renda analisadas, que vão de dois a 25 salários mínimos.

Frutas mais baratas e ovos mais caros

Entre os 12 grupos analisados, as frutas tiveram a maior queda no preço médio em fevereiro, com recuo de 4,83% frente ao mês anterior. A retração foi puxada pela uva, que caiu 24,90%, sendo vendida a uma média de R$ 9 o quilo nos supermercados. O mamão também ficou mais barato, com recuo de mais de 17%, encontrado a uma média de R$ 9,49. A maçã (-14,30%) e a banana (-13%) também ajudaram a retirar a pressão inflacionária.

A maior alta de fevereiro foi registrada no grupo das aves e ovos, com elevação de 4,49%. O preço do ovo de galinha, depois de uma série de quedas em 2025, vem pressionando o orçamento das famílias neste ano, com crescimento de 9% no acumulado dos dois primeiros meses.

Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz
Edição: Secom

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