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Sala de Situação do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais fortalece gestão de riscos e amplia resposta a eventos extremos

Previsões hidrometeorológicas e climáticas do Igam, em tempo real, auxiliam o trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros na Zona da Mata

27/02/2026 às 12h29
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
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Sisema / Divulgação
Sisema / Divulgação

A Sala de Situação do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge) , coordenada pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) , consolidou-se como um dos principais instrumentos do Estado para o monitoramento de eventos hidrometeorológicos críticos e o apoio à gestão de riscos.

A estrutura atua de forma contínua na análise de dados climáticos, meteorológicos e hidrológicos, com foco na antecipação de cenários associados tanto ao excesso quanto à escassez de precipitação.

Nos últimos dois anos, a Sala de Situação recebeu investimentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões, destinados ao fortalecimento da infraestrutura tecnológica, à ampliação das ferramentas de monitoramento e ao aprimoramento da capacidade operacional da equipe técnica.

O trabalho é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, formada por meteorologistas e hidrólogos, que utiliza radares meteorológicos, imagens de satélite, estações automáticas de coleta de dados (PCDs) e sistemas de detecção de descargas atmosféricas.

Entre os eventos monitorados estão tempestades severas, com ocorrência de granizo, raios e ventos fortes, além de chuvas intensas e persistentes. As informações são disponibilizadas ao público por meio do portal do Simge e do Sistema de Monitoramento Remoto Integrado das Águas (Mira), além de subsidiar declarações oficiais de alerta e escassez hídrica.

Os avisos meteorológicos podem ser elaborados com até sete dias de antecedência, quando há previsão de eventos relevantes, como tempo severo, chuvas significativas, ondas de calor ou de frio, geadas ou baixa umidade do ar. Já os alertas de curto prazo são emitidos a partir do monitoramento em tempo real da atmosfera, permitindo prever, com até 120 minutos de antecedência, as áreas que poderão ser atingidas.

Atuação da Defesa Civil

Esses alertas são encaminhados imediatamente à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e também disponibilizados no site do Simge.

Nos casos mais imediatos, as informações incluem dados georreferenciados em formato KML, que agilizam a disseminação das mensagens de risco à população por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap).

Segundo a analista ambiental do Igam, Paula Souza, a atuação integrada da Sala de Situação tem impacto direto na redução de danos e na preservação da vida.

“A Sala de Situação transforma informação técnica em tempo de reação. Quando conseguimos antecipar onde e quando um evento extremo pode ocorrer, damos às autoridades e à população a oportunidade de agir, buscar abrigo, interromper o tráfego em áreas de risco e posicionar equipes de emergência. Cada minuto ganho com um alerta bem direcionado pode significar vidas preservadas”, destaca.

Zona da Mata

Na Zona da Mata Mineira, região historicamente mais suscetível a eventos extremos associados a chuvas intensas, deslizamentos e cheias rápidas de rios, o monitoramento contínuo fortalece a previsibilidade e dá suporte direto às ações em campo.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Lyssandro Norton, a antecipação de cenários é fundamental para a proteção da população.

“Por meio do Igam, estamos apoiando a atuação em campo. Nosso papel é trazer previsibilidade, antecipando cenários relacionados aos cursos d’água e às condições meteorológicas, para que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil possam atuar com mais segurança, promovendo o deslocamento e o salvamento de pessoas e animais, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade”, afirma.

Ao transformar dados em informação qualificada e antecipar cenários críticos, a Sala de Situação reforça o papel do Simge como ferramenta estratégica do Estado na gestão de riscos e na proteção da população mineira frente a eventos climáticos extremos.

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