
O Parque Estadual da Serra de Santo Antônio, situado no município de Campo Maior, no norte do Piauí, desponta como um dos principais destinos do ecoturismo no Brasil. Após passar por reformas estruturais, com investimentos do Governo do Estado, a unidade de conservação de proteção integral se consolidou como espaço que une fé, natureza e preservação ambiental.
O grande desafio para quem visita o local é encarar a escadaria com 1.840 degraus, a maior do Nordeste e uma das maiores do país, que conduz ao tradicional Cruzeiro de Santo Antônio, símbolo religioso e cultural da cidade. A subida, que pode durar cerca de três horas e meia, exige preparo físico, mas recompensa o visitante com uma vista panorâmica marcada por paredões de arenito e pela riqueza natural da região.

Além do turismo religioso, o parque abriga trilhas ecológicas, cachoeiras e áreas de floresta preservada, sendo propício para caminhada, ciclismo e até rapel, sempre dentro da proposta do ecoturismo responsável. O secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, destaca que a revitalização reforça o compromisso do Estado com a valorização das unidades de conservação.

“A Serra de Santo Antônio é um patrimônio natural e cultural do nosso estado. Estamos estruturando o parque para fortalecer o ecoturismo e garantir que a preservação ambiental caminhe junto com o desenvolvimento”, afirmou o gestor.

Do alto da serra, o visitante é recompensado com uma vista panorâmica marcada por paredões de arenito e pela imensidão da paisagem piauiense. O gerente de Unidades de Conservação da Semarh, José Netto, lembra que a importância do parque vai além da beleza cênica. “Aqui protegemos nascentes, áreas de recarga de aquíferos e espécies raras. Cada visitante precisa compreender que está dentro de uma área de proteção integral, que exige respeito e responsabilidade”, pontuou.

Segundo a Semarh, mais do que um ponto turístico, a Serra de Santo Antônio representa um espaço estratégico para a proteção de recursos hídricos e da biodiversidade piauiense, figurando como exemplo de que conservação ambiental e uso público podem coexistir de forma equilibrada.
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