
A história do ensino gaúcho passa por prédios históricos e deslumbrantes que abrigam algumas escolas. Por muito tempo, porém, o Estado não conseguia dar a devida atenção a essas estruturas que, além de abrigarem salas de aula, fazem parte da cultura do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, desde que o governador Eduardo Leite estabeleceu a educação como prioridade do atual mandato, a situação mudou: os investimentos revitalizaram instituições icônicas em diversos municípios.
O evento ocorreu no Instituto de Educação (IE) Assis Brasil, uma das principais escolas da cidade. O prédio, de 1942, tem estiloart décoe se destaca na paisagem, especialmente após a nova pintura visível da rua, além das melhorias internas.
Patrimônio preservado
Ainda no município, outra escola de grande importância também está sendo restaurada: o Colégio Estadual Félix da Cunha. Fundado em 1913, tendo Simões Lopes Neto como orador da cerimônia inaugural, a instituição chegou ao atual endereço em 1944, ocupando o antigo palacete da família Ribas.
Com a recuperação da capacidade de investimentos do governo gaúcho, promovida pela atual gestão, o C.E. Félix da Cunha começou a ser restaurado. Mais de R$ 1 milhão foram destinados à escola desde 2023. As intervenções em execução começaram em setembro do ano passado e incluem a retirada da laje e o lixamento e pintura das portas e grades, além da revitalização da fachada, que retorna sua beleza original. Até o fim do ano, ainda estão previstos o reforço estrutural e melhorias na cobertura, permitindo que o prédio volte a ser utilizado.

Obras qualificam estruturas antigas
O prédio, inaugurado em 1935, é tombado pelo patrimônio municipal de Porto Alegre desde 1997, como parte do Parque Farroupilha, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) desde 2006.
Localizado junto ao Palácio Piratini, no Centro Histórico da capital, o edifício centenário do C.E. Paula Soares também está recuperando sua arquitetura original. Construída em 1918, a edificação recebe R$ 4,9 milhões para uma completa renovação.

Obras reforçam identidade histórica
As obras se espalham pelo Rio Grande do Sul. Em Alegrete, o governo destinou R$ 3 milhões para o I.E. Oswaldo Aranha , na primeira intervenção estrutural de grande porte realizada na instituição desde a sua criação, em 1929. O prédio, que é dividido em dois blocos, e o ginásio passarão por uma recuperação completa, incluindo as instalações elétricas e hidrossanitárias, as esquadrias, a cobertura e as pinturas.
Na região Central, em Santa Maria, o I.E. Olavo Bilac recebeu R$ 7,2 milhões para melhorias . Desse valor, R$ 6,4 milhões garantem a revitalização de dois prédios tombados. Em intervenções anteriores, foram investidos R$ 827,4 mil. Com mais de 120 anos, a escola é composta por sete prédios, dos quais os dois mais antigos são tombados pelo Iphae desde 2013.
“O cenário de deterioração dessas escolas ficou para trás graças aos investimentos do governo estadual. Problemas estruturais, infiltrações, desgastes e instalações defasadas estão dando lugar a espaços mais seguros, modernos e resilientes, sem perder sua identidade histórica e reforçando a sua importância para a comunidade local”, afirma a secretária Izabel.

Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom
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