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Obras de contenção do avanço do mar em Barra do Una entram em fase final

A secretária de Meio Ambiente acompanhou nesta sexta-feira o andamento das obras para conter o avanço do mar em Barra do Una.

12/09/2025 às 17h47
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Próximas etapas incluem a conclusão do enrocamento, estudos para ações para readequação da foz do rio Una e o monitoramento contínuo da área
Próximas etapas incluem a conclusão do enrocamento, estudos para ações para readequação da foz do rio Una e o monitoramento contínuo da área

As obras emergenciais para conter o avanço do mar em Barra do Una, em Peruíbe, no litoral Sul do Estado, já estão em fase final. A ação faz parte dos esforços do Governo de São Paulo para mitigar os efeitos da erosão costeira que ameaça a comunidade tradicional e compromete a vegetação de restinga na região.

A melhoria é executada pela SP Águas (Agência de Águas de São Paulo), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), e prevê a instalação de uma barreira de enrocamento de 260 metros de extensão, formada por pedras de grandes dimensões — algumas com até 1 tonelada — ao longo da estrada da Barra do Una, garantindo a proteção da via e das residências próximas.

Antes da execução do enrocamento, a SP Águas realizou melhorias na Estrada do Guaraú, via de acesso à comunidade. Foram feitos o nivelamento do perfil da estrada, reforço dos acostamentos e compactação do solo, para permitir o tráfego seguro de veículos pesados responsáveis pelo transporte das pedras e equipamentos necessários para a execução da obra.

“Estamos aqui para garantir que essas obras avancem com a celeridade necessária e que atendam às necessidades das famílias que vivem na Barra do Una”, afirmou a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, em vistoria das obras nesta sexta (21).”Nossa prioridade é proteger vidas e preservar o ecossistema, dentro de uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas que o Estado de São Paulo vem implementando de forma pioneira.”

As próximas etapas incluem a conclusão do enrocamento, estudos para ações para readequação da foz do rio Una e o monitoramento contínuo da área para avaliação de soluções complementares que reduzam riscos futuros e fortaleçam a resiliência da região. A erosão costeira é um fenômeno natural que ocorre nas áreas costeiro-marinhas, também afetando o litoral sul do estado de São Paulo.

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O avanço do mar provoca a perda de áreas de praia, impacta a vegetação de restinga e ameaça casas e edificações próximas. Segundo pesquisadores, as causas da erosão costeira na Barra do Una tiveram como fator principal a migração da desembocadura do Rio Una do Prelado para o norte, lembrando que barras de rios são dinâmicas e estão em constante mudança.

Além disso, a ocorrência de eventos climáticos extremos nos últimos anos tem intensificado o processo erosivo em um extenso trecho da praia. Na Barra do Una também são estudadas as melhores medidas para restaurar a condição natural de escoamento do Rio Una, que foi alterado pelas mudanças climáticas.

A Fundação Florestal oferece todo apoio à comunidade tradicional e, após as intervenções, irá promover a restauração da restinga. Inicialmente, a Prefeitura de Peruíbe alocou materiais rígidos para conter o avanço do mar e continuará com a manutenção da estrutura do local. A Defesa Civil fará o monitoramento constante da situação. A obra integra o Plano de Adaptação e Resiliência Climática da Semil, que prevê ações voltadas à proteção de zonas costeiras.

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Fundação Florestal

Desde 2020, a Fundação Florestal, vinculada à Semil, tem desempenhado um papel fundamental no monitoramento e na gestão ambiental da região. Utilizando drones para capturar imagens aéreas detalhadas, a equipe coleta dados essenciais para compreender o processo erosivo e planejar intervenções eficazes. A participação ativa da comunidade local tem sido crucial, com moradores reportando alterações significativas, especialmente após eventos de ressaca.

Além do monitoramento, a Fundação Florestal tem implementado soluções baseadas na natureza para dissipar a energia das marés e proteger a vegetação de restinga. Uma estrutura implementada em novembro, que incluiu o cercamento com bambus, demonstrou resultados parciais ao proteger a vegetação, enquanto trechos sem essa proteção sofreram maiores impactos durante eventos climáticos no início de dezembro. Posteriormente, optou-se pelo empilhamento de material vegetal, mantendo a integridade das áreas costeiras.

Paralelamente, está em elaboração, junto ao Conselho Deliberativo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável da Barra do Una e com a participação da comunidade, do poder público e de pesquisadores, um Plano Comunitário de Adaptação à Erosão Costeira. Este plano definirá diretrizes e ações permanentes para o enfrentamento sustentável do problema, integrando estudos técnicos e a experiência prática acumulada no local.

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